Bernardo quer antecipar metas para internet na zona rural


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quer levar voz e internet para 10 mil distritos brasileiros que não contam com esses serviços. Para isso, o governo discutiu com as operadoras a possibilidade de antecipar as metas de cobertura da zona rural, previstas no edital da faixa de 2,5 GHz e que começam a vencer em abril de 2014.

“O governo tem interesse em achar uma solução para atender a essas cidades, que reúnem 25 milhões de pessoas”, disse. O ministro adiantou que poderá negociar uma linha de financiamento específico ou outra ação para facilitar o atendimento dessas áreas. Porém, acredita que a dificuldade poderá ser a tecnologia disponível para a faixa de 450 MHz, a maioria delas ainda em testes.

Bernardo disse que diretores da Huawei já informaram que a tecnologia para faixa de 450 MHz em LTE, poderá ser comercializada no início de 2014. Mas admitiram que os terminais serão mais caros do que os que usam outras frequências.

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O ministro disse que é preciso saber o quanto será mais caro, se 5% a mais ou o dobro do preço. “A depender dessa resposta, podemos tomar medidas para financiar os celulares para a zona rural ou poderemos incluir esses aparelhos em programas de créditos agrícolas”, disse. Mas se for muito mais caros, poderá incentivar as operadoras a usarem outras faixas para o atendimento. “Mas as teles não têm obrigação de fazer isso”, ressaltou.

Outro complicador tecnológico e que terá de ser superado, é o fato de que as estações radiobase para a faixa de 450 MHz são unifrequenciais, sem intercomunicação com outras faixas. “E isso não resolverá o problema de comunicação das cidades”, afirmou.

“Sabemos que essa cobertura é pedreira, o país é enorme e nessas áreas a rentabilidade é baixa, mas para o governo é tão importante quanto atender a zona urbana”, disse o ministro, após reunião com os presidentes de todas as operadores e com diretores da Huawei.

Bernardo disse que essa foi a primeira conversa sobre o tema, que deverá ser motivo de outras reuniões. Ele pediu que as operadoras apresentassem soluções técnicas criativas para contornar os problemas atuais. “O que não podemos é chegar em março do ano que vem sem uma perspectiva de atendimento a essas áreas”, disse.

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