Bernardo promete a Dilma iniciar PNBL em abril


Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo apresentou nesta sexta-feira (7) as providências que estão sendo tomadas para a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) ainda em abril, com a conexão das primeiras cidades à rede de fibras ópticas da Telebrás.

Segundo Bernardo, a Telebrás vai levar a infraestrutura para as cidades, mas a conexão delas para oferta da banda larga no varejo ao preço máximo de R$ 35 depende ainda de acordo com estados e provedores de internet. Ele adiantou que realizará uma rodada de reuniões com setores econômicos e sociais como empresas privadas, estaduais, sindicatos e associações de provedores para chegar a um termo de acordo e ter uma orientação clara do governo sobre como conduzir o plano. Já na próxima terça-feira (11) ele se reúne com os representantes dos provedores.

“A presidenta reafirmou a determinação que tinha me dado em dezembro de que temos de dar prioridade total para essa questão da banda larga. Ela está muito empenhada nisso”, disse o ministro.  Segundo Bernardo, inicialmente a Telebrás fará parcerias com empresas federais para usar delas as redes de fibra óptica e citou como exemplo a Petrobras e as do setor elétrico. “A orientação da presidenta é que a Telebrás tenha condições de assumir e usar essas redes e fazer uma tratativa para remunerar as empresas”, explicou.

O ministro das Comunicações afirmou que também irá discutir com as empresas que atualmente prestam o serviço uma possível mudança de estratégia para baratear os valores pagos hoje pela classe média. “Considero que há uma estratégia equivocada das empresas no Brasil de oferecer um serviço mais caro a menos pessoas. É preciso massificar o atendimento, colocar essa discussão na mesa”.

A meta da Telebrás para este ano é de levar a rede pública para 1.163 cidades das regiões Nordeste e Sudeste, mas a estatal perdeu recursos para realizar essa tarefa. Do R$ 1 bilhão previsto anteriormente, a estatal ficou apenas com R$ 589 milhões. Os recursos correspondem aos R$ 316 bilhões em créditos extraordinários do Poder Executivo, previstos para 2010 e empenhados no final de dezembro, somados aos R$ 273 milhões em aporte de capital previsto para 2011. (Da redação, com agências)

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