Bernardo prevê celular nos distritos junto com telefone e internet rurais


A oferta do serviço móvel em grande parte dos distritos deve acontecer a partir do ano que vem, quando as operadoras implantarem a telefonia fixa e internet na área rural. A expectativa é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que foi questionado sobre o tema, durante audiência pública na Câmara, nesta quarta-feira (16).

“Tenho certeza que isso vai acontecer porque não faz sentido colocar uma infraestrutura, que vai ser baseada em radiofrequência, colocar antena e não usar para ofertar celular”, ressaltou Bernardo. Ele acha que as empresas “estão catimbando”, mas acabarão atendendo ao que o usuário quer realmente, que é um telefone no bolso. “Não é obrigação, mas elas vão fazer isso”, disse.

O ministro afirmou que as obrigações da telefonia rural foram incluídas na licitação da faixa de 2,5 GHz com e que as empresas poderão usar outras frequências, além da de 450 MHz, para o atendimento delas. “Somente uma operadora, que ficou com o lote da região Norte e parte da Nordeste, terá que atender 12 mil comunidades”, disse.

Assinatura básica

Paulo Bernardo disse também que a assinatura básica da telefonia fixa acaba sendo um fator a mais para espantar o cliente desse serviço. Ele acredita que essa tarifa terá que cair muito ou até mesmo acabar. “Ninguém quer pagar perto de cinquentão antes mesmo de usar o serviço”, salientou.

 

Para o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), a falta de divulgação do Aice (Acesso Individual de Classe Especial) impede que milhões de famílias sejam beneficiadas com o serviço de telefonia poppular. Ele lembrou que o preço da assinatura nesse caso não chega a R$ 15.

Paulo Bernardo participou hoje de audiência pública da comissão especial que está analisando a Lei Geral das Antenas (PL 5013/13), na Câmara.

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