Bernardo pede agilidade da Telebrás para levar banda larga


 

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, solicitou nesta quarta-feira (5) ao presidente da Telebrás, Rogério Santanna, uma radiografia completa da estatal e do andamento das ações para implantação da rede pública de fibras ópticas. Segundo Santanna, foi uma conversa inicial, mas o objetivo do ministro é agilizar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
 
Santanna disse que a demora para iniciar a iluminação da rede se deu por falta de orçamento e de autorização para investir os recursos, o que somente aconteceu em 31 de dezembro do ano passado, por meio de medida provisória. O cronograma para levar o backbone e backhaul da estatal às 100 primeiras cidades foi confirmado para ser iniciado em abril. No ano, serão atendidas pela rede outras 1.063 cidades nas regiões Nordeste e Sudeste.

O desafio agora é ajustar as compras dos equipamentos necessários aos recursos liberados, que foram reduzidos em mais de R$ 400 milhões. O aporte liberado em dezembro ficou em R$ 316 milhões, ao invés dos R$ 600 milhões prometidos e o aporte de capital previsto no orçamento de 2011 ficou em R$ 273 milhões, em substituição aos R$ 400 milhões propostos. Santanna disse que ainda não fez as contas, até porque nem todos os contratos foram fechados, mas acredita que poderão ser suficientes. “Nós obtivemos preços abaixo do esperado nos pregões”, argumentou.

Prestadoras privadas

O presidente da Telebrás minimizou as declarações feitas pelo ministro Paulo Bernardo antes da posse, de que é necessária a participação das prestadoras privadas no esforço de levar a banda larga a preço baixo para mais de quatro mil municípios em quatro anos. “Tudo que o ministro já falou sobre o PNBL não contradiz em nada as projeções anteriores. As operadoras privadas nunca tiveram proibidas de participar”, disse.

Santanna acredita que o ministro poderá avançar nesse ponto durante as negociações do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), que serão reiniciadas na segunda quinzena deste mês. “A banda larga deve ser uma questão central das discussões”, avalia.

Santanna disse ainda que para cumprir a meta de 2011, de levar a rede para as 1.163 cidades, será necessário manter o cronograma de aporte de recursos. Ele confirmou que o preço da banda larga para o consumidor será R$ 35 , com velocidade mínima de 512 Kbps. A oferta no varejo, porém, vai depender dos acordos com estados e provedores, disse.

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