Bernardo inclui telecomunicações no novo pacote de investimentos de Dilma


 

 

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje que irá entregar uma lista com sugestões de medidas que o governo poderá adotar para fazer com que o setor de telecomunicações também participe do novo pacote de estímulo aos investimentos que está sendo elaborado pela presidente Dilma Rousseff. Segundo Bernardo, a presidente está se reunindo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega; do Desenvolvimento Industrial, Fernando Pimentel; e com a ministra-chefe da Casa Civil,Gleisi Hoffmann para a elaboração de novas medidas para estimular o aumento de investimentos privados no país e Paulo Bernardo entende que o setor de telecomunicações também deve ser incluído nesta iniciativa.

 

 

“Enquanto eu estava aqui no Rio, a presidente me cobrou a lista de medidas, que já estou preparando, pois a reunião deverá ocorrer em breve”, afirmou ele. Embora não queira antecipar as propostas, Bernardo confirmou que entre as novas ideias está a desoneração do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para os produtos ligados à comunicação máquina a máquina (M2M), e medidas para a aceleração da digitalização dos sinais de TV, pois ele reconheceu que as pequenas geradoras de TV e as retransmissoras estão com dificuldades para digializarem seus sinais. Sem que essas emissoras migrem para a TV digital, o  país não pode cumprir a meta de finalizar as transmissões analógicas  em 2016.

 

Para o presidente da Oi, Francisco Valim, mais importante do que as mudanças regulatórias que estão sendo promovidas pela Anatel, a pedido do governo – como o estudo para a redução do número de  áreas com DDD no país, que poderá provocar queda nas receitas – é a iniciativa do governo de desoneração do setor. ” A desoneração de qualquer investimento auxilia muito. E as telecomunicações investem mais do que qualquer outro ramo”, completou o executivo, esquecendo-se do petróleo, que investe mais.

 

Segundo o ministro, o setor investe em média, por ano, R$ 17 bilhões, e apresentou um ligeiro crescimento no ano passado, quando investiu R$ 21,7 bilhões. Mas ele entende que o segmento precisa investir pelo menos R$ 24 bilhões ou R$ 25 bilhões a cada ano.  

 

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