Bernardo: faixa de 700 Mhz pode ser ocupada com banda larga antes de 2016 em algumas cidades


 

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista ao Tele.Síntese (cuja íntegra vai ser publicada nesta sexta-feira, 10), afirmou que é intenção do governo intensificar o uso do espectro de frequência para a universalização da banda larga. Isto significa, explicou, que o governo deve bater o martelo sobre a ocupação da faixa de 700 MHz em novembro, e, em menos de um ano, a faixa poderá ser leiloada a se confirmar esta destinação. ” Pedi para a Anatel antecipar os estudos, que serão entregues em outubro. Estes estudos vão dar as alternativas técnicas de como se fazer o leilão. Em algumas cidades, onde a faixa de 700 MHz está parcialmente ocupada ou sem ocupação, poderemos liberar para a banda larga antes de 2016″, afirmou o ministro. Ele salientou, no entanto, que nas grandes cidades, como São Paulo ou Curitiba, só com fim da tansição do sinal analógico de TV para o digital, é que haverá sobra de espectro.

 

 

Bernardo já conversou com os dirigentes das emissoras de TV comercial, para quem pediu um estudo sobre esta transição. “Chamamos a Abert, Abratel e Abra e dissemos que temos interesse em intensificar o uso do espectro para a banda larga, e uma das possibilidades seria usar a frequência de 700 MHz. O setor ficou de nos trazer um estudo com a sua posição”, afirmou.

 

O ministro está preocupado com a digitalização dos sinais das retransmissoras de TV. Segundo ele, as emissoras estão com seus processos de digitalização em dia, mas as retransmissoras estão muito aquém  do cronograma da digitalização. “As redes de radiodifusão não têm interesse de colocar em uma pequena cidade as restransmissoras de TV digital.Isto pode virar um problema social e político enorme. As pessoas gostam de ver TV,   fonte de lazer e de informação”, alertou.

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Para o ministro, o argumento de alguns radiodifusores, de que no futuro o setor poderá precisar de mais frequência,  não justifica que a decisão de governo não possa ser tomada ainda este ano. “Por enquanto, não há demanda de frequência para a TV. Se vier uma super,hiper, mega TV no futuro, haverá também novas tecnologias para atendê-la, sem necessariamente ser na faixa de 700 MHz”, completou.

 

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