Bernardo convoca concessionárias para discutir a banda larga de 1 Mbps e mais compromissos futuros


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já convocou os dirigentes das três concessionárias de telecomunicações para tratar da oferta de banda larga de pelo menos 1 Mbps, conforme determinou a presidenta Dilma Rousseff. “Além da maior oferta, vamos negociar um  termo de compromisso para os próximos anos, que assegure a ampliação desta capacidade”, afirmou o ministro ao Tele.Síntese.

Segundo Bernardo, a reuniáo depende de sua agenda, mas ela deverá ocorrer ainda nesta semana, o mais provável na quinta ou sexta-feira. O ministro está convencido de que as empresas sairão ganhando com a venda da internet a R$ 35,00 (com impostos), pois irão alcançar um número muito maior de clientes, e  não espera enfrentar muita resistência das operadoras ao aumento da velocidade pretendido. “O que náo dá é saber que o Brasil ainda tem 20% das residências acessando a internet por linha discada”, reclamou.

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Bernardo espera que as empresas  nào só se engajem rapidamente na oferta de 1 Mbps. Ele pretende assinar um termo de compromisso para a ampliação desta oferta a pelos menos 2 Mbps para os próximos quatro anos. “Pode haver um escalonamento desse up grade, mas ele terá que ocorrer”, completou o ministro.

PGMU

Segundo Bernardo, enquanto as negociações não se concretizarem, a Anatel não aprovará o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). “Este é o trunfo que temos”, afirmou. O ministro não quis antecipar quais serão os argumentos a serem apresentados pelo governo para convencer as empresas a ampliarem a capacidade do acesso a internet. A Oi fez uma oferta de 600 Kbps e a Telefônica, de 300 Kbps pelo preço de R$ 35,00.

Ele salientou que entre as questões que estão em estudo estão o encontro de contas dos ônus e bônus das metas de universalização da telefonia a cada 18 meses. Há também outros temas em estudo, afirmou o ministro, entre eles o subsídio cruzado da VU-M (tarifa de interconexão da rede móvel).

A Anatel deverá publicar esta semana nova consulta pública com o adiamento do PGMU e da assinatura dos contratos de concessão.

 

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