Bernardo bate duro nas teles por ameaçarem voltar à justiça contra PGMU


Esta foi a resposta do ministro ao ser questionado sobre a intenção das concessionárias de recorrerem de novo à justiça, caso a Anatel volte altrás em diversos pontos do PGMU, conforme noticiou hoje o jornal Folha de S.Paulo. O ministro ressaltou, porém, que não sabe se esta notícia tem procedência e espera que as empresas continuem com o espírito da negociação.”Estamos exigindo qualidade e preço  baixo para a banda larga. Temos que aguardar pelo relatório da Anatel”, completou ele. Embora os principais executivos das concessionárias não tenham confirmado a este noticiário a intenção de voltar à justiça, há mesmo preocupação em alguns setores empresariai sobre os rumos do PGMU. Conforme a proposta da relatora Emilia Ribeiro, publicada hoje com exclusividade pelo Tele.Síntese, haveria a intenção de fazer com que as empresas voltassem a construir o backhaul como meta de universalização, meta que foi muito contestada pelas empresas, porque elas entendem que esta infraestrutura não faz parte da telefonia fixa, o serviço que deve ser universalizado.

Mas a proposta de Emilia Ribeiro não tem o apoio nem da maioria do conselho da Anatel nem do ministro Paulo Bernardo. Bernardo afirmou ainda que o Plano Nacional de Banda Larga quer responsabilizar as empresas privadas para que elas avancem com a rede e o serviço de banda larga e quer também a complementariedade da Telebrás. “Se me perguntar se acho que todo o dinheiro deve ir para a Telebrás, vou dizer que não acho razoável, pois as operadoras privadas também têm que ser cobradas em suas responsabilidades”, completou.

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