BC revê para cima comportamento do preço de telefonia fixa em 2013


O Banco Central (BC) apresentou, nesta sexta-feira (20), o seu Relatório Trimestral de Inflação, revisando as previsões para o desempenho da economia brasileira em 2013. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 2,5% para 2,3%, com menor aumento da agropecuária e do setor de serviços. A projeção de IPCA (inflação) permaneceu em 5,8% para final de 2013, no cenário de referência. O preço da telefonia fixa para este ano foi revisto para cima, de -1% para -0,90%. A soma de investimentos externos ficou em R$ 63 bilhões, mesmo volume projetado para o ano que vem.

Já as expectativas para a indústria melhoraram. A previsão de crescimento do setor subiu de 1,1% para 1,3%, com menor queda no segmento extrativo (de -2,8% para -2,4%) e avanços mais fortes na indústria de transformação (de 1,5% para 1,6%) e na construção civil (de 1,9% para 2,4%).

A agropecuária foi responsável pela queda do crescimento do PIB. A previsão de crescimento para o setor caiu de 10,5% para 7,3% neste ano depois dos frustrantes dados do terceiro trimestre que já foram divulgados. A estimativa de expansão do setor de serviços, por sua vez, passou de 2,3% para 2%.

Já a realização de megaeventos, segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araujo, poderá impactar a inflação em 2% em 10 anos.

Preços administrados

O BC também reviu para cima alguns preços administrados em 2013, mas reviu para baixo o preço do conjunto desses serviços de 1,8% para 1,3%. A projeção de reajuste para o preço da gasolina subiu de 5% no documento anterior para 5,4% agora, depois do aumento promovido pela Petrobrás.

Outra mudança significativa foi a do aumento do gás de botijão, que passou de uma previsão de elevação de 2,5% este ano para 6,2%. No caso de telefonia fixa este ano, a previsão passou de -1% para -0,9%. Para os preços de eletricidade, a autoridade monetária manteve a previsão de queda de aproximadamente 16% em 2013. De acordo com o BC, os preços administrados estão desalinhados.

Para 2014, o BC manteve a expectativa de alta de 4,5% para os preços administrados, conforme já constava no RTI anterior. Para o acumulado do ano que vem, a projeção da autoridade monetária considera hipóteses de estabilidade dos preços da gasolina, do gás de botijão e das tarifas de telefonia fixa.

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