Barreto vê disputa econômica em ações contra cota na TV paga


O produtor de cinema Luiz Carlos Barreto disse, em audiência pública sobre TV paga no Superior Tribunal Federal, que a contestação das cotas brasileiras do novo marco regulatório do setor não passa de uma disputa econômica. Segundo ele, o mercado de entretenimento e comunicações cresceu, nos últimos anos, 8,5%, bem acima das taxas de outros segmentos, na casa de 4%. “E no Brasil, a elevação foi de 8,7%”, disse.

O cineasta disse que as cotas de produção nacional,  introduzidas  pela lei 12.485/11 permitem que o Brasil fique com um “pedacinho” do faturamento desse mercado. Ele disse que o mecanismo adotado e outros, como os de fomento e financiamento, se tornaram um leque de facilidades capaz de alavancar a indústria de audiovisual no país e que já está produzindo efeitos.

Barreto disse que a questão ideológica também tem espaço nessa disputa. “A divulgação de um estilo de vida atrai produção em diversos setores”, salientou, lembrando uma frase do presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, de que “aonde vão os nossos filmes, vão os nossos produtos”.

Por fim, o cineasta afirmou que o crescimento da produção nacional permite a defesa da diversidade cultural do país, cuja proteção é prevista na Constituição. “Além do mais, um país que não produz imagem é uma casa sem espelho”, concluiu.

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