Barreiras à importação param produção no setor eletroeletrônico


As reclamações dos diversos setores da economia à adoção de barreiras não-tarifárias ao ingresso de produtos importados levou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a retirar a exigência de apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para alguns produtos. No setor eletroeletrônico, foram liberados produtos listados no capítulo 84, que engloba …

As reclamações dos diversos setores da economia à adoção de barreiras não-tarifárias ao ingresso de produtos importados levou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a retirar a exigência de apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para alguns produtos. No setor eletroeletrônico, foram liberados produtos listados no capítulo 84, que engloba os equipamentos de informática, como computador, notebook e impressoras; e de automação bancária, como ATMs. O capítulo 85, no entanto, continua sob a nova regra imposta pelo Siscomex (o sistema usado para controlar o comércio exterior), anunciada na sexta-feira passada. “Isso significa que a importação de componentes eletrônicos, chips, circuitos integrados, que representam o grande volume das importações feitas pelo setor continuam com a exigência”, explica Mário Branco, gerente de relações internacional da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). A entidade continua reivindicando a revogação das barreiras impostas às importações.

De acordo com as informações que chegaram na Abinee, já foram diretamente afetadas pela medida a Nokia, que paralisou sua produção de celular em Manaus na terça-feira – ontem a empresa obteve a liberação de LI e a produção voltou ao normal -; e a SMS, que produz nobreak. Já a Flextronics, instalada no interior de São Paulo e que produz de celulares a computadores para diversas indústrias, ainda não conseguiu normalizar sua  produção. “Entramos ontem com dezenas de pedidos de importação de componentes e não tivemos ainda a liberação de nenhuma LI”, informa executivo da empresa. Segundo ele, ficaram prejudicadas as linhas de produção de celulares e computadores, comprometendo a meta de produção/faturamento de janeiro, tanto no mercado interno quanto na exportação dos produtos finais.

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