Banda larga: TIM defende desagregação de rede.


Para a TIM, que quer fazer a oferta de serviços convergentes a partir da plataforma móvel, é importante que o modelo regulatório contemple a desagregação de rede. A afirmação foi feita por Paulo Roberto Lima, diretor de regulação da operadora, que participou hoje à tarde do painel “Banda larga tornando a indústria mais competitiva”, no …

Para a TIM, que quer fazer a oferta de serviços convergentes a partir da plataforma móvel, é importante que o modelo regulatório contemple a desagregação de rede. A afirmação foi feita por Paulo Roberto Lima, diretor de regulação da operadora, que participou hoje à tarde do painel “Banda larga tornando a indústria mais competitiva”, no II Seminário Fiesp/Ciesp de Telecomunicações, realizado em São Paulo. Segundo Paulo Roberto, a distribuição e controle da banda larga está tanto no Brasil como nos países europeus nas mãos da concessionárias incumbents. No Brasil, elas controlam 78% da infra-estrutura, na Alemanha, 97%, e no Reino Unido, 77%. “Os reguladores europeus resolveram a questão da competição no acesso fixo em banda larga por meio da desagregação de rede”, lembrou ele. Entre 2003 e 2006, a participação das entrantes no mercado de banda larga da Alemanha saltou de 9 para 55%, no Reino Unido de 56 para 67%, e na França, de 40 para 51%.
Embora considere que esse não é um processo simples, Paulo Roberto insistiu que o Brasil precisa viabilizar a desagregação de rede para garantir a competição e a justa participação de todos os players. Por outro lado, destacou que as novas regras que vierem a ser definidas para o leilão das licenças de WiMAX, em 3,5 GHz, não podem reforçar a posição de domínio das incumbents.
Também participaram do debate o vice-presidente da Brasil Telecom, Francisco Tenório Perrone, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, e o presidente da Claro, João Cox.

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