Banda larga sem assinatura. Ponto para o usuário.


04/11/2005 –  Na proposta de alteração do regulamento do STFC, cuja consulta pública já se encerrou, há uma inovação que vai beneficiar os usuários, e que movimentou as operadoras. Pela proposta, os usuários, ao adquirirem o serviço de banda larga vão poder, caso queiram, dispensar o serviço de assinatura de voz da linha fixa. Ou …

04/11/2005 –  Na proposta de alteração do regulamento do STFC, cuja consulta pública já se encerrou, há uma inovação que vai beneficiar os usuários, e que movimentou as operadoras. Pela proposta, os usuários, ao adquirirem o serviço de banda larga vão poder, caso queiram, dispensar o serviço de assinatura de voz da linha fixa. Ou seja, no lugar de pagarem R$ 38,00, em média, pela assinatura mensal, impostos incluídos, mais R$ 44,90 pelo acesso em banda larga (no caso, a oferta de menor valor da Telefônica por uma velocidade de 256 kbps), vão poder economizar o valor da assinatura se não precisarem do serviço de voz, hipótese rara, ou se forem falar por algum serviço de voz sobre o protocolo IP.

A proposta causou surpresa às concessionárias, porque ainda não havia sido colocada na mesa de discussões, mas foi assimilada desde que a Agência leve em conta alguns condicionantes. “Hoje, o preço do acesso em banda larga na tecnologia ADSL é fixado levando em conta o compartilhamento de custos com o terminal telefônico. Para haver o desacoplamento, é preciso que fique claro que os contratos em vigor de banda larga possam ser revistos”, diz um executivo. A sua preocupação não é com o novo modelo, mas com a criação de ruídos junto aos órgãos de defesa do consumidor na tentativa de tentarem manter os valores atuais dos contratos de banda larga de ususários que, eventualmente, venham abrir mão da assinatura básica. “Essa questão precisa ficar clara, para não enfrentarmos problemas com os atuais assinantes”, insiste.

A preocupação é endossada por representantes de outras concessionárias, embora todos reconheçam que o número de assinantes banda larga que vão optar por abrir mão da assinatura de voz não seja expressivo num primeiro momento. “Isso só vai crescer quando aumentar a oferta de serviços de VoIP na telefonia local, ainda limitada ao mundo das redes corporativas”, completa um técnico. E esclarece que, hoje, a VoIP é uma solução muito mais para a longa distância do que para a telefonia local, até em função dos problemas de qualidade. De acordo com o órgão regulador, como o serviço de banda larga não é regulado, os prestadores do serviço vão poder fixar seus preços livremente. “Os parâmetros vão ser dados pela concorrência”, diz. Também explica que, como a Anatel não regula tecnologia, os concessionárias poderão oferecer VoIP. Só que o serviço estará submetido aos indicadores de qualidade fixados pela Agência. Segundo executivos das operadoras, hoje os serviços de VoIP não tem qualidade para atender ao PGMQ – Plano Geral de Metas de Qualidade.

Mudança rápida
Mas as concessionárias locais sabem que terão que trabalhar logo em novos modelos porque vão enfrentar o ataque da VoIP também na telefonia local. Repercussão muito maior sobre o seu caixa do que a venda de banda larga para quem não tem linha de voz é a oferta, ao mercado, da VoIP. O presidente da Embratel, Carlos Henrique Moreira, anunciou durante o Futurecom 2005, realizado em Florianópolis, na semana passada, que tão logo conclua o acordo operacional com a Net Serviços – a Embratel assumiu os 37,1% de participação da Telmex no capital da NET –, vai oferecer  VoIP para o mercado residencial sobre a rede de cabo da operadora.

A Brasil Telecom, que já vinha oferecendo banda larga sem assinatura de voz onde tinha disponitibilidade – tem 7 mil acessos instalados nessas condições – também anunciou o lançamento, para dezembro, do serviço de VoIP. No entanto, ele será oferecido de forma controlada e gradual, para não canibalizar as receitas da operadora – 70% delas vêm da voz. O objetivo, como essa iniciativa, não está no mercado local, mas no de longa distância. Segundo o presidente da operadora, Ricardo Knoelpfelmarcher, o novo serviço é uma tentativa de recuperar usuários que está perdendo para o serviço Skype – um serviço gratuito de VoIP em longa distância.

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