Banda Larga para Todos vai multiplicar em 2,5 vezes capacidade de rede no país, diz Berzoini


O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou nesta tarde que o Banda Larga para Todos vai multiplicar por 2,5 a capacidade de rede no país. Ele participa de uma Comissão Geral na Câmara dos Deputados, onde faz um balanço dos últimos quatro anos da pasta e detalha planos para os próximos. Lembrou que o projeto tem como meta aumentar a velocidade média de banda larga no país dos atuais 6,8 Mbps para 25 Mbps, vai levar fibra óptica a 90% dos municípios, e atender 45% dos domicílios em zona urbana com conexões em fibra.

“Para que tenhamos uma internet capaz de oferecer novos serviços, precisamos ampliar a capacidade. O Brasil tem a previsão de crescer 2,5x sua capacidade. Temos hoje ao redor de 200 milhões de acessos banda larga. Estimamos alcançar 300 milhões, ou seja, acrescer cerca de 100 milhões de acessos, até 2018”, falou, ao comentar metas do projeto. Os números são de acessos móveis e fixos.

Ele disse que a banda larga móvel também fará parte da iniciativa. Defendeu a realização de um leilão reverso, com acesso a créditos tributários vinculados ao Fistel, para que as operadoras sejam estimuladas a aderir ao programa e levar conexões a regiões remotas. E definiu como meta ter o 4G em 1142 cidades até 2018.

Berzoini reconheceu que o Plano Nacional de Banda Larga, que buscou estabelecer preços para a oferta de acessos a 1 Mbps, ficou aquém do desejado. “PNBL teve adesão de 2,6 milhões de clientes. Não alcançou a amplitude desejada”, falou. E ressaltou que os acessos aumentaram independentemente do programa. “A banda larga fixa cresceu 126% na região norte de 2010 a 2014. Cresceu 107% no Nordeste, 69% no Centro-Oeste, 52% no Sul, e 51% no Sudeste. O crescimento médio no país foi de 59%. A demanda de mercado impulsionou o serviço”, disse.

O uso de dados móveis teve resultados mais expressivos. “No Nordeste, houve um crescimento de 688% nestes anos. No Sudeste e Sul, cresceu 536% e 642%. São 138 milhões de terminais 3G, 4 milhões de 4G. O 3G está em 3599 cidades, e o 4G, em 323 cidades”, elencou. Berzoini também elogiou o Congresso pela aprovação da Lei das Antenas e do texto que desonera o uso de small cells.

O ministro voltou a criticar o sistema tributário brasileiro, que “tributa mais o consumo e o trabalho do que a renda e a propriedade”. Disse considerar um problema que afeta todo o setor produtivo. “Temos que superar o ICMS, que é importante para os estados, eu sei, mas é desagregador da economia nacional. O setor de telecomunicações tem uma grande trava para o crescimento, que é a tributação”, concluiu.

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