Universalização da banda larga deve custar R$ 50 bi, estima Bernardo


O programa de universalização da internet – o banda Larga para Todos – deve custar R$ 50 bilhões disse nesta quarta-feira (12), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Esse valor inclui levar a fibra óptica para pelo menos 90% dos municípios e levar a última milha para 45% das cidades e ainda levar o acesso a 45% dos domicílios. Tudo isso poderá ser feito até 2018, como prometeu a presidente Dilma Rousseff, durante sua campanha à reeleição.

O programa de universalização da internet –  o banda Larga para Todos – deve custar R$ 50 bilhões disse  nesta quarta-feira (12), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Esse valor inclui levar a fibra óptica para pelo menos 90% dos municípios e levar a última milha para 45% das cidades e ainda levar o acesso a 45% dos domicílios. Tudo isso poderá ser feito até 2018, como prometeu a presidente Dilma Rousseff, durante sua campanha à reeleição.

Bernardo estima que devem ser necessários R$ 10 bilhões em investimentos na rede de fibra óptica até as cidades. E outros R$ 40 bilhões, em tecnologias diversas, para que o serviço de banda larga atinja as residências. “Apesar de o Brasil ter dificuldades em cumprir uma meta dessas em quatro anos, ela é factível e realizável e depende de quanto vai ser necessário de recursos,  da eficácia dos programas que serão montados e principalmente de nós percebermos a necessidade de aperfeiçoamento durante o processo”, disse.

O ministro insiste que o governo não precisará arcar com todos os investimentos necessários, mas de contar com parcerias com o setor privado. Uma das medidas em estudo é a realização de leilões reversos, em que as vencedoras ficam responsáveis pela construção das redes e ganham o direito de explorar o serviço. “Ganha aquela que pedir menos subsídios”, reforçou o ministro. Ele disse que esses certames poderão ser iniciados em meados do ano que vem.

Outra perspectiva é usar as discussões sobre o novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), para facilitar o cumprimento das metas do Banda Larga para Todos. Uma das ideias em debate é a troca das obrigações atuais por fibra ópticas em municípios que ainda não contam com essa infraestrutura. “Nossas estimativas foram feitas sem levar em consideração o PGMU, mas se isso acontecer haverá um impacto positivo em favor do Estado”, ressaltou Bernardo. O ministro acha que o programa deve ser incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

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