Banda larga móvel vai mexer na estratégia da fixa


Para Pedro Ripper, presidente da Cisco, que lançou hoje a nova edição de seu Barômetro da Banda Larga, há um grande potencial para o serviço de banda larga móvel, na modalidade pré-paga, para atingir a grande parcela da sociedade que ainda não tem nenhum serviço de conexão a internet. “Ao contrário do ADSL e do …

Para Pedro Ripper, presidente da Cisco, que lançou hoje a nova edição de seu Barômetro da Banda Larga, há um grande potencial para o serviço de banda larga móvel, na modalidade pré-paga, para atingir a grande parcela da sociedade que ainda não tem nenhum serviço de conexão a internet. “Ao contrário do ADSL e do cabo, em que a operadora tem que dedicar uma porta para o assinante, o que gera custos mensais, no serviço móvel não há custo extra para a operadora, além do modem. Portanto, o modelo pré-pago é mais aderente a rede móvel que a fixa”, comentou.

O presidente da Cisco acredita que ainda este ano se concretizam as ofertas da 3G para desktops, o que obrigará as operadoras do serviço fixo a reverem a velocidade, ou a baixar preços. “O natural é oferecer mais velocidade para o cliente, em marketing baixar preços é a última solução”, disse. Ripper também aposta no crescimento da conexão via cabo. “Com investimento marginal, as operadoras (de cabo) conseguem aumentar a banda e criar a oferta de alta velocidade em escala, enquanto as fixas precisam fazer investimentos em fibra, bem mais elevados”, comparou. De acordo com o barômetro, o serviço de cabo passou, no primeiro trimestre deste ano, de 1,869 milhão para 2,138 milhões, uma adição de 269 mil novos assinantes, enquanto o ADSL ganhou 396 mil novos assinantes na comparação entre os dois trimestres do ano.

Serviço público

Pedro Ripper se manifestou contrário a proposta levantada pela Anatel de transformar a banda larga num serviço público para universalizar o acesso à internet. “Serviço público precisa ser regulamentado”, lembrou ele, destacando que regular uma área tão dinâmica, que está ganhando novos players (as operadoras móveis) pode “engessar” o setor ao invés de universalizar o serviço. “Eu sou contra regular demais um mercado novo”, afirmou.

Anterior Internet móvel deve assumir a liderança, diz Ripper.
Próximos Emília quer banda larga pública e disse que representará a sociedade na Anatel