Banda larga móvel cresce 11% e avança na receita das operadoras


 

O estudo “Balanço Huawei da Banda Larga” divulgado pela Huawei em parceria com a Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, aponta que o Brasil deve terminar 2013 com 82 milhões de acessos de banda larga móvel  e 22 milhões de acessos banda larga fixa. A banda larga móvel no Brasil registrou 65,7 milhões de acessos (excluindo M2M e modems) em fevereiro deste ano, acumulando um aumento de 11% em 2013 e uma densidade de 33,3% da população. Nos dois primeiros meses de 2013, a base GSM perdeu 5,5 milhões de acessos no país, confirmando a tendência de migração da rede e de ampliação da participação da banda larga na receita de serviços móveis. A estimativa da Teleco é que a banda larga móvel chegue a 30% das receitas das operadoras este ano.

 

 Como consequência, a receita das operadoras com serviços de dados no Brasil continua crescendo, estimulada pelo aumento da venda de smartphones. Em 2012, o aumento da receita com dados foi de 28% na média das operadoras. De acordo com Eduardo Tude, diretor-presidente da consultoria Teleco, é razoável dizer que a receita de dados entre as grandes operadoras chegue a cerca de 30% do total da receita líquida na telefonia móvel em 2013, em um movimento liderado pela Vivo, operadora em que a receita líquida de serviços de dados representou 28,6% do total, no último trimestre de 2012.

Na TIM, o porcentual de dados na receita líquida total, no último trimestre de 2012, era de 20,5%, Apesar de menor do que o da  Vivo, o crescimento da receita líquida de dados cresceu mais na TIM do que na Vivo. Enquanto a operadora espanhola viu a receita de dados aumentar 21,7% em 2012, a TIM experimentou expansão de 35,8%.

Na média, a receita líquida de dados entre as operadoras brasileiras representou 22,1% da receita líquida total em 2012, um avanço razoável em relação aos 18,5% de 2011, considerando que a receita de voz continua ascendente, apesar de em processo de desaceleração (a taxa de crescimento em 2012 foi de 2,2%). Nas operadoras japonesas, a receita com dados já superou os 55% e, nos Estados Unidos, é cerca de 45%. Na Europa, este percentual é maior do que 34%.

Quanto aos planos de serviço oferecidos pelas operadoras, no pós-pago, todas estão cobrando por volume de dados. Em geral, ao consumir a franquia de dados o usuário continua com acesso ao serviço, mas com uma velocidade reduzida. Planos pré-pagos também estão sendo oferecidos por todas as operadoras. Algumas adotam pacotes de dados por dia, por semana, por quinzena ou por mês.

“As operadoras estão customizando seus pacotes para diferentes usos como e-mail, redes sociais, chat ou acesso à internet convencional. A média de preços no Brasil para pacotes de dados continua acima dos valores praticados em outros países. No pacote de 2GB, por exemplo, o preço médio no Brasil é de R$ 68,30, enquanto que a Vodafone (Reino Unido) cobra o equivalente a R$ 49,40. A carga tributária e a taxa de câmbio afetam diretamente esta comparação”, comenta o CTO (Chief Technology Officer) da Huawei, José Augusto de Oliveira Neto.

Banda Larga Fixa

Na banda larga fixa, o Balanço Huawei indica que, com crescimento de 16% em 2012, o Brasil atingiu a marca de 18,9 milhões de acessos no final do ano, com atendimento deste serviço em 100% das sedes dos municípios brasileiros. De acordo com a projeção da Teleco, até o final de 2013, serão 22 milhões de acessos. A receita da banda larga fixa deve continuar crescendo na mesma taxa dos últimos 6 anos: 14,8%. ( Da redação).

 

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