Banda larga fixa registra queda mensal de assinantes pela primeira vez desde 2013


banda larga06A banda larga fixa registrou queda no número de assinantes em novembro de 2015. É a primeira queda na quantidade de acessos desde dezembro de 2013. Os dados foram divulgados hoje, 20, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com os dados, o mês terminou com 25.434.093 acessos em banda larga fixa no país. Em relação a um mês antes, o número mostra 49.220 desligamentos.

Os provedores regionais, classificados como “outros” no levantamento da agência, foram os que registraram maior diminuição na base. Esta categoria perdeu 62.684 acessos em banda larga fixa, terminando o mês com 2,25 milhões de usuários. Com isso, a fatia de mercado desses provedores passou a ser de 8,88% no país, ante 9,11% em outubro. Coincidentemente, o spread spectrum tecnologia de conexão por rádio, foi a modalidade de acesso com mais desligamentos, perdendo 69,2 mil usuários.

A Telefônica foi o grande operador que mais registrou desligamentos. Foram 21.515. A empresa ficou com fatia de mercado praticamente inalterada, de 28,9%, somando 7,35 milhões de clientes de banda larga fixa. A Oi perdeu 13.648 assinantes, ficando com participação de mercado equivalente a 25,1%, também praticamente inalterada. Em números absolutos, a empresa passou a ter 6,4 milhões de acessos. Foi o quarto mês seguido e perda de clientes para a concessionária.

A empresa com maior market share (31,82%) continua a ser a Telecom Americas (Claro, NET e Embratel), que ganhou 24.030 clientes em novembro de 2015. A companhia encerrou o mês com base de 8,1 milhões de usuários, mantendo-se na liderança do segmento de banda larga fixa.

A Sky, que oferece acesso por tecnologia LTE, também ganhou clientes: 12.185, ficando com 244.226. A TIM contraiu pouco mais de 9 mil usuários, terminando com 242 mil deles. O grupo Algar fechou o período com 450,2 mil assinantes de banda larga, 1,9 mil a mais que um mês antes.

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4 Comments

  1. Vagner Ornelas
    21 de Janeiro de 2016

    As grandes operadoras precisam melhorar os seus serviços de internet fixa, não faz sentido nenhum para o usuário ter uma conexão de 1 ou 2 megabits, enquanto no celular e em outros dispositivos móveis se tem muito mais velocidade através da tecnologia 4G. Ou a conexão fixa melhora ou será canibalizada pelo 4G, 5G, etc. Moro em Taboão da Serra e estou profundamente irritado com a única opção de internet fixa de 2 megabits da Vivo na minha região. Várias vezes deixei de usar a conexão fixa para usar o 4G muito mais rápido. E como em muitos bairros não há concorrência, fica disponível apenas as conexões meia boca de 1 ou 2 megabits. Vivo Fibra, somente quando vem a NET e passa o cabo na rua, então as pessoas cancelam mesmo esse serviço péssimo.

  2. Marco
    21 de Janeiro de 2016

    Precisa melhorar muito a disponibilidade de banda larga fixa com velocidades de pelo menos 10 megabits, em São Paulo enquanto alguns bairros tem Live Tim, Net, GVT, Vivo fibra outros sofrem somente com ADSL da Vivo e outros nem isso.

  3. William
    26 de Janeiro de 2016

    Moro na Vila Brazilandia, aqui 90% dos moradores sonham com Banda Larga acima dos 1~ 2Mb ofertados hoje , até pq não existe disponibilidade de Portas, Essas operadoras não gostam de Ganhar Dinheiro ,só pode. Absurdo!!!!

  4. Alexandre
    29 de Janeiro de 2016

    Acredito que o problema não seja apenas a disponibilidade mas a qualidade do serviço. Do que adianta ter 10mb ou mais de conexão se não se mantém estável?
    E isso vale até mesmo para assinantes corporativos que sofrem constantemente com interrupções na conexão, mesmo pagando um valor muito maior pelo serviço.
    Acredito que o Brasil ainda tem muito a melhorar com relação a banda larga fixa em todas a prestadoras do serviço, da tecnologia utilizada na distribuição até a área de cobertura.