Banda larga: cobertura de SP demanda investimentos de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões.


O que fazer para atrair investimentos num cenário de recessão dos países ricos e escassez de crédito? Para Maurício Giusti, vice-presidente da Telefônica, além de estabilidade regulatória, é fundamental que o governo libere rapidamente o uso de tecnologias e freqüências nas quais há interessados em investir e adote um discurso regulatório flexível o suficiente para …

O que fazer para atrair investimentos num cenário de recessão dos países ricos e escassez de crédito? Para Maurício Giusti, vice-presidente da Telefônica, além de estabilidade regulatória, é fundamental que o governo libere rapidamente o uso de tecnologias e freqüências nas quais há interessados em investir e adote um discurso regulatório flexível o suficiente para se adequar às rápidas mudanças tecnológicas.

Giusti, que participou do painel “Os investimentos em telecomunicações na nova conjuntura econômica”, realizado hoje, em São Paulo, pela Momento Editorial, reconhece, no entanto, que o mercado não será responsável sozinho pela cobertura do país com banda larga. “Há regiões sem atratividade econômica”, diz ele. Pelas suas contas, São Paulo conta com 3,5 milhões de usuários de banda larga e tem demanda potencial para 6 milhões. “Isso exigirá um investimento suplementar de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões”, estima, reconhecendo que o setor tem que ser mais pró-ativo junto ao governo na apresentação de propostas para a construção de uma plano nacional de banda larga.

Segundo o consultor Mario Ripper, há um consenso sobre a importância social da banda larga na inclusão digital, mas não há consciência de sua importância para o desenvolvimento econômico. Assim como Giusti, ele considera que a banda larga tem que estar no centro da política de telecom, mas afirma que não há, no governo, uma proposta estruturada sobre como desenvolver este plano.

 

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