Banda larga avança. Mas em ritmo mais lento.


Embora em ritmo menos acelerado do que nos últimos anos, em 2006, o número de acessos em banda larga no Brasil pode crescer 46% em relação ao ano passado, chegando perto dos 6 milhões de acessos, segundo estima o presidente da IDC no Brasil, Fábio Costa. Ele fez a projeção hoje, 22, na apresentação da segunda edição do Barômetro Cisco da Banda Larga, pesquisa patrocinada pela Cisco e feita pela empresa de pesquisa IDC, para analisar a evolução do segmento de acesso em alta velocidade no país.

Além do presidente da subsidiária local da Cisco, Rafael Steinhauser, participaram do evento Francisco Valim, diretor geral da NET; Francisco Perrone, vice-presidente da Brasil Telecom, e Mauricio Giusti, diretor de planejamento estratégico da Telefônica.

1º trimestre

No primeiro trimestre deste ano, o mercado de banda larga teve expansão de 8% em relação ao último trimestre de 2005, alcançado 4,4 milhões de acessos. Essa evolução ficou abaixo dos 17% de crescimento entre o quarto e o terceiro trimestres do ano passado, redução de ritmo que foi atribuída pelo IDC, pela BrT e Telefônica à sazonalidade tradicional dos primeiros três meses do ano, ao passo que a NET alcançou níveis históricos de comercialização.

Essa diversidade, aliás, deu tom animado ao evento, ao longo do qual Valim afirmou e reafirmou que só deve ter sido convidado “para a festa” porque a atuação da NET passou a ser notada e incomodar os “três grandes” (leia-se BrT, Telefônica e Telemar). As operadoras não responderam às provocações do CEO da NET. E, diferentemente do conceito vigente segundo o qual é considerada banda larga velocidade a partir de 128 kbps, para a NET, alta velocidade é a partir de 1 Mbps.

Maiores velocidades

Em todo o ano passado, o mercado local de banda larga cresceu 73%, taxa elevada, mas a menor dos quatro anos anteriores. A base de pouco mais de 4 milhões de acessos representou uma penetração de 2,2% na população total do país, com pequeno avanço em relação à penetração de 1,3%, alcançada em  2004.

A pesquisa assinalou que no último trimestre de 2005 e no primeiro de 2006, foram feitas inúmeras ofertas de velocidades superiores a 1 Mbps, a preços tidos como “acessíveis ao consumidor residencial”. No 1T06, foram comercializados 325 mil conexões em banda larga.

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