Avanço tecnológico não evita necessidade de mais espectro para LTE


A eficiência conseguida pela indústria no desenvolvimento dos equipamentos para a telefonia de celular de quarta geração, a LTE, foi significativa: da ordem de 75% de economia no uso do espectro. Mas este ganho, de acordo com Hugh Bradlow, CEO da australiana Telstra, não significa que o problema da falta de espectro esteja solucionado.

Em conferência no Mobile World Congress, que se realiza em Barcelona, Bradlow disse que as simulações da Telstra mostram que há um gap entre a demanda por dados e a eficiência espectral obtida, que é da ordem de 50%. “As operadoras vão precisar de mais espectro para atender à demanda”, disse.

Ele pregou a necessidade de um gerenciamento contínuo e eficiente do tráfego e disse que existem três alternativas para a evolução das redes: a operadora ter sua rede própria; a operadora compartilhar rede mas não espectro; e o compartilhamento total, incluindo o espectro.
 
Capacidade ampliada

Para atender a demanda e afastar o fantasma do congestionamento das redes móveis, com a explosão do uso do celular para acessar redes sociais e fazer streaming de vídeo, as operadoras estão adotando estratégias diferentes. Algumas estão acabando com os planos de dados que permitem ao usuário consumir o que quer que seja, outras oferecem redes gratuitas de femtocells e WiFi e um terceiro grupo acredita em soluções regulatórias de flexibilização que vem pela frente.

Em painel sobre o temas, operadoras e indústria discutiram o uso das redes WiFi e das femtocells como forma de complementar e aliviar as redes celulares. A AT&T usa uma rede de femtocells, que teve problemas de hand off superados na LTE, enquanto a TMobile tem uma rede própria de pontos de presença WiFi para complementar sua rede móvel. As duas soluções, segundo os debatedores, têm as suas aplicações e ajudam a fortalecer a cobertura móvel.

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