Avança a discussão sobre a internet participativa


Pode-se chegar a duas conclusões, sem muito medo de errar, do resultado do primeiro dia de discussões do II Fórum de Governança da Internet (IGF), que acontece no Rio de Janeiro: o ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), precisa mudar, para transformar-se em uma organização com maior representatividade internacional, mas não se sabe …

Pode-se chegar a duas conclusões, sem muito medo de errar, do resultado do primeiro dia de discussões do II Fórum de Governança da Internet (IGF), que acontece no Rio de Janeiro: o ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), precisa mudar, para transformar-se em uma organização com maior representatividade internacional, mas não se sabe qual será o seu formato.

O Icann é uma sociedade civil que administra os números IP e os nomes de domínio da internet mundial, mas a grande crítica dos diferentes governos, do Brasil inclusive, é que os Estados Unidos exercem a hegemonia sobre a instituição. Se muitos querem uma entidade mais multi-linguística, ninguém consegue se entender sobre qual é a melhor alternativa para a construção dessa nova organização.

O interessante da reunião de hoje, porém, e que os próprios diretores do Icann reconheceram, de público, que a entidade terá que mudar seus métodos. O recém-empossado presidente, Peter Denat Thrush, admitiu que o Icann deve buscar a sua renovação. Da mesma forma, Raul Echeberria, diretor para a América Latina e Caribe, afirmou que a entidade deve ser mais independente. E alientou que, atualmente, o Government Advisory Committee (Gac), o Comitê Governamental de Assessoramento do Icann, tem "mais poder do que outras instituições", já que as suas recomendações estão sendo cumpridas pela diretoria do Icann.

Mas, para o governo brasileiro, essa representação não é suficiente, porque não tem poder de deliberação e não conta com a participação de todos os países em desenvolvimento, entre eles China, Cuba e Índia, que não tem voz nesse comitê.

 

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