Autoridade da concorrência não deve aceitar mudança na oferta da Sonae pela PT


Pela primeira vez, a Autoridade da Concorrência (AdC) deixou claro, publicamente, que não concorda com o recuo da Sonae em relação à proposta inicial de compra que fez pela Portugal Telecom (PT). Segundo noticiário do jornal português Diario de Noticias (DN), o presidente da AdC, Abel Mateus, defendeu os compromissos assumidos pela Sonaecom, dando a …

Pela primeira vez, a Autoridade da Concorrência (AdC) deixou claro, publicamente, que não concorda com o recuo da Sonae em relação à proposta inicial de compra que fez pela Portugal Telecom (PT). Segundo noticiário do jornal português Diario de Noticias (DN), o presidente da AdC, Abel Mateus, defendeu os compromissos assumidos pela Sonaecom, dando a entender que não tenciona mudar a sua decisão. Ou seja, devem ser mantidas as condições impostas pela Autoridade para a compra da PT pela Sonae.

Abel Mateus, informa o DN, escolheu o londrino Financial Times (FT) para defender a sua decisão, porque tinha sido criticado por esse jornal. Ele defende as condições impostas pela AdC, garantindo que a fusão no setor de telecom em Portugal só beneficia os consumidores. Os comentários finais que precedem a decisão da AdC devem ser feitos até o dia 19, e é depois deles que o órgão dará sua sentença final.

Casa de ferrreiro…

Outro órgão de imprensa que criticou a aprovação da fusão entre a Sonaecom e a PT foi o Wall Street Journal, lembra o DN. O jornal americano teria “estranhado” uma associação que ficará com participação “gigante” do mercado – exatamente a situação, diga-se de passagem, dos EUA, onde o Departamento de Justiça acabou de aprovar a compra da Bell South pela AT&T, transação que praticamente ressuscita o monopólio de MaBell, desmontado pela Lei de Telecomunicações há algumas décadas.

Na mesma linha, o britânico FT considerou que os acionistas, no entanto, devem estar encantados com a criação de um monopólio inadequadamente regulado num setor de capital intensivo e com fortes barreiras à entrada.

Diante desse comentário, Mateus decidiu se manifestar, salientando que o FT ignorou as exigências estabelecidas. "As práticas atuais da Comissão Européia e dos tribunais europeus aceitam fusões sempre que as condições propostas ataquem a diminuição da concorrência", afirmou ele. Disse mais: muda o setor no país, que era dominado por um quase-monopólio. E acrescentou que a operação beneficia, acima de tudo, os consumidores, já que, é reconhecido que Portugal tem os preços de telecomunicações mais elevados da União Européia, enquanto a penetração e qualidade estão entre as mais baixas.

(Da Redação)

Anterior Música, canal educativo, desenhos. Diferentes alternativas para a TV digital
Próximos Aspesi troca a Hispamar pela Vivo