BNDES anuncia duas linhas de financiamento sob medida para ISPs

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Segundo o presidente da empresa, Foad Shaikhzadeh, até o final de 2015 a fábrica brasileira estará produzindo esses produtos, usados nas redes de fibra ópticas para ampliar a capacidade de transmissão de dados na casa do usuário. “A filosofia da empresa é fabricar o máximo no Brasil e também desenvolver tecnologia nacional para tornarmos todos os nossos produtos elegíveis aos financiamentos do BNDES”, afirmou o executivo.

Para o presidente da agência, João Rezende, os preços pagos foram “razoáveis”, mas a licitação foi importante porque fortalece a banda larga móvel e a digitalização da TV.

A Claro ofereceu R$ 1,947 bilhão por dois blocos de frequência nacionais da licitação de 700 MHz que está ocorrendo agora na Anatel. A operadora ofereceu um ágio de 1% frente ao preço mínimo estabelecido pela Agência. A Telefônica e a Tim desistiram de oferecer proposta maior, visto que terão outros lotes para adquirir sem disputa, já que a Oi, potencial compradora, desistiu do leilão. A TIM levou o segundo lote com ágio de 1% e a Telefônica o terceiro, sem disputa, pelo preço mínimo.

Os estudos realizados pelos técnicos do ministério apontam para a necessidade de se aumentar a velocidade da banda larga. E, para isto, a aposta é levar backhual de fibra óptica para 90% dos municípios, além de fibrar todas as cidades com mais de 100 mil habitantes em quatro anos.

Orelhão da Oi terá WiFi em Florianópolis

O mercado assimilou melhor a ausência da Oi do leilão 700 MHz porque aposta na consolidação, que pode ser até com a Nextel. Mas a situação da concessionária ficará ainda mais difícil sem esta banda.

A Abra desistiu de recorrer à justiça, por entender que não tinha chance de vitória. E a entrega de propostas, marcada para a próxima terça, dia 23, deverá ocorrer sem sobressaltos.

O conselheiro Marcelo Bechara pediu vistas ao processo aberto pela Claro contra algumas cláusulas do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que, no entender da operadora, dariam tratamento assimétrico privilegiado à Nextel. Mas há consenso do conselho sobre a legalidade da VU-M diferenciada a ser paga pela Nextel para outras operadoras.

Advogado retruca informações de superintendente da Anatel de que haveria problemas regulatórios com fusão de operadoras de celular seja TIM e OI, seja TIM e outras empresas. E cita o exemplo da Nextel, que se firmou no mercado brasileiro comprando empresas e frequências, com autorização da agência.

É mais fácil a Portugal Telecom vender ativos, assim como fez a Oi (que já vendeu suas torres e cabo submarino) do que a operação portuguesa como um todo ser vendida.

O SindiTelebrasil, a entidade criada para representar a voz das empresas do setor, é um vulcão em ebulição. A acirrada disputa que se coloca no mercado brasileiro entre os principais players ganha proporções ainda maiores na condução da entidade.