Aumento de participação da PT na Oi não é o tema para os acionistas portugueses


Covilhã, Portugal – Tanto o presidente da holding Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, como o diretor financeiro da Portugal Telecom, Luis Pacheco de Melo, acreditam que as medidas adotadas vão resultar no crescimento da Oi e no corte de custos para que a empresa consiga aumentar o seu caixa, reduzindo, assim, o seu forte endividamento (de quase R$ 30 bilhões). “A ampliação da participação da Portugal Telecom na Oi não é tema do momento”, afirmou Granadeiro, que atua no Brasil desde que a portuguesa era sócia da Telefónica na Vivo.
 
Melo também vai na mesma direção. Para ele, o crescimento da Oi e a redução dos custos são os principais instrumentos para melhorar a geração de caixa da empresa brasileira. “A melhoria da gestão do caixa da Oi depende dela conseguir crescer as receitas”, vaticinou o executivo.
 
Os dois representantes do maior controlador privado da Oi afirmam que acreditam no potencial da companhia e sua rápida resposta. “O turn around da Oi virá mais rápido do que se espera”, assinala Granadeiro. “Com as novas linhas de trabalho, redução de custos e aumento de investimentos, a Oi vai proporcionalmente diminuir a sua dívida”, completou Melo.
 
Para Granadeiro, o Brasil tem um cenário de apoio aos investimentos muito melhor do que a Comunidade Europeia. Ele espera, por exemplo, que o fim da cobrança do roaming internacional seja feito de maneira escalonada e assimetricamente. Caso contrário, explica, países pequenos perderão muito mais receitas, visto que têm muito mais chamadas terminadas em outras redes internacionais.

* A jornalista viaja a convite da Portugal Telecom

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