Aumento de oferta triple play por TVs pagas e teles não preocupa UOL


O aumento da oferta de pacotes de serviços triple play pelas operadoras de TV paga e pelas teles não representa uma ameaça para o crescimento da base de usuários em banda larga do provedor Universo Online (UOL), controlado pelo grupo Folha de São Paulo e pela Portugal Telecom. Marcelo Epperlein, diretor-geral do UOL, disse hoje, 28, …

O aumento da oferta de pacotes de serviços triple play pelas operadoras de TV paga e pelas teles não representa uma ameaça para o crescimento da base de usuários em banda larga do provedor Universo Online (UOL), controlado pelo grupo Folha de São Paulo e pela Portugal Telecom.

Marcelo Epperlein, diretor-geral do UOL, disse hoje, 28, em conferência para analistas e jornalistas, que o negócio do provedor é vender conteúdo e não acesso à internet e que a empresa está satisfeita com o crescimento de 35% da base de assinantes banda larga registrado no final de 2006 (em comparação com 2005). O provedor encerrou o ano com uma base de assinantes pagantes de 1,59 milhão, 10% acima de dezembro de 2005. Desse total, 793 mil eram clientes de banda larga.

O executivo frisou que o churn do provedor no serviço banda larga não tem aumentado, até porque a empresa manteve ao longo de 2006, e continuará este ano, com uma política de subsidiar o modem de acesso à banda larga. “Vendemos conteúdo e não acesso à internet e competimos com os provedores que são subsidiados pelas teles. Esse investimento (de oferecer o modem grauitamente), no valor presente, é positivo para a organização. Não é um negócio deficitário para o UOL”, frisou Epperlein.

Epperlein informou que ao longo de 2006 houve um crescimento do número de assinantes do serviço de acesso discado à internet do provedor e que um dos motivos para isso foi a migração de clientes para a banda larga oferecida pelas TVs pagas, especialmente a NET. “O que ocorre é que grande parte desses clientes que optou pela assinatura de acesso dial up migrou para outro serviço banda larga, mas quis manter o acesso ao conteúdo do UOL, então ficou com a assinatura discada”, explicou Epperlein.

O provedor encerrou 2006 com R$ 395 milhões em caixa, recursos que poderão ser utilizados para futuras aquisições no mercado internet. “Não temos dívida e esses recursos não são para investimentos (que sairão do fluxo de caixa da empresa) então poderão ser usados para aquisições”, disse Epperlein. Segundo ele, das últimas vezes em que a empresa analisou a possibilidade de comprar ativos no mercado verificou que seria melhor desenvolver o produto internamente. “Mas continuamos com a intenção de usar o caixa para aquisições”, reiterou.

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