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A consultoria Ernest & Young (EY) elaborou, a pedido da Oi, um laudo sobre o plano de recuperação judicial protocolado ontem, 12, no TJ-RJ. O relatório indica que a concessionária poderá evitar a falência caso receba os aportes financeiros mencionados, no caso, R 4 bihões de investimento de credores, mais levantamento de R$ 2,5 bilhões em capital no mercado.

“Após conduzirmos análises e sujeito às premissas e assunções nelas expressadas, consideramos que o PRJ é viável sob a ótica econômico-financeira, desde que haja a concretização do Aumento de Capital, das Formas de Financiamento Adicionais e demais captações de recursos”, observa a EY.

A EY afirma que vê a Oi tomar medidas para gerar caixa, a fim de honra as obrigações financeiras. E ressalta que os investimentos ajudarão a companhia a se manter competitiva, contribuindo para melhorar a qualidade dos serviços. Também indica como positivo o passo de alienar bens no exterior e no Brasil.

A consultoria não levou em conta possíveis mudanças regulatórias. “Neste contexto, concluímos que a aprovação do PRJ, a concretização dos aumentos de capital e captação de recursos de terceiros, bem como a consolidação das premissas previstas, possibilitarão a superação da atual crise financeira, viabilizando a continuidade de suas operações”, afirma. O laudo é assinado pelos economistas Lúcio Teixeira, Luiz Cláudio Campos e Beni Rosenzvaig.

Projeções

O material da EY, divulgado hoje pela Oi como parte dos documentos do plano de recuperação judicial, traça projeções para o fluxo de caixa da operadora pelos próximos dez anos. O material indica que a Oi vai mais que dobrar seu EBITDA no período, passando de R$ 6 bilhões neste ano, para R$ 14,6 bilhões em 2027.

O fluxo de caixa operacional deverá crescer de R$ 4 bilhões em 2017 para R$ 6,3 bilhões em 2018, e chegar a R$ 11,7 bilhões em 2027. A partir daí, o fluxo fica estável. O Capex vai crescer dos atuais R$ 5,2 bilhões para cerca de R$ 7 bilhões pelos próximos três anos. A partir de 2021, voltaria a R$ 5 bilhões.

O caixa vai encolher ao longo dos próximos anos. Hoje, a companhia tem R$ 7 bilhões em reserva, que passará para R$ 6,4 bilhões após a homologação da RJ. O valor vai se reduzir aos poucos, até ficar estável m R$ 4 bilhões, a partir de 2024.

“A Oi possui iniciativas de manter investimentos para satisfazer a crescente demanda por dados e banda larga. Adicionalmente, a Oi vem segmentando seus investimentos, de forma a priorizar a tecnologia da informação (“TI”), focar em áreas onde há um maior potencial de crescimento e selecionar locais estratégicos para expandir seus cabos e fibras”, enumera a auditoria.