Audiovisual brasileiro ocupa 17,7% da programação da TV paga em 2017


Em 2017, as obras brasileiras ocuparam 17,7% das horas de programação dos canais da TV por assinatura, sendo 10,9% conteúdo independente. Os números são do Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro de 2017, publicado pela a Ancine.

Entre as produções nacionais veiculadas, encontram-se aquelas financiadas com recursos públicos, sejam por meio de incentivos fiscais ou do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Em relação ao total de títulos brasileiros transmitidos, houve participação do FSA em 5,5% das obras. Considerando apenas os títulos independentes, esse percentual corresponde a 7,2%, o que representa 295 títulos, dos quais 202 são filmes.

O conteúdo estrangeiro de espaço qualificado ainda tem a maior participação na programação total, com 47,4%. O restante da programação é constituído por publicidade ou obras que não configuram espaço qualificado (categoria “Outros”),

Considerando apenas o horário nobre, a faixa horária que, em geral, apresenta maior audiência, observa-se que há um aumento da programação brasileira em relação à grade horária total, ocupando 29,4% nos canais adultos e 28,9% nos canais infantis. Em contrapartida, a programação estrangeira diminui de 62,5% para 55,7% nos canais adultos e de 58,2% para 51,7% nos canais infantis.

Quanto à programação brasileira independente, esta ocupa 20,8% do horário nobre dos canais adultos e 19,2% dos canais voltados para crianças e adolescentes. Em relação à publicidade, verificou-se que não há diferença significativa entre o total da programação e o horário nobre, ocupando 12,1% e 15,4% das grades, respectivamente.

Com relação ao gênero audiovisual das produções nacionais, as ficções e documentários correspondem à maioria dos títulos brasileiros de espaço qualificado veiculados em 2017 (68,5%). Ao mesmo tempo, essas obras representam 52,6% das horas de programação brasileira e 54,1%, considerando apenas o horário nobre. Em contrapartida, as obras de reality-show, variedades e vídeomusicais somam 27,1% dos títulos, correspondendo a 32,0% das horas de veiculações nacionais e 30,3% da programação brasileira no horário nobre.

Considerando apenas as obras brasileiras independentes, a maior parte das produções enquadra-se nos gêneros de ficção e documentário, responsáveis por 74,4% dos títulos nacionais independentes. Quanto aos gêneros de variedades e reality-show, seus títulos correspondem a apenas 5,3% das obras brasileiras independentes, número praticamente inalterado em relação a 2016. Por outro lado, ocupam mais de 25% da grade nacional. Produções vídeomusicais respondem por 16,2% dos títulos independentes, mas ocupam somente 7,3% das horas de programação independente.

Filmes nacionais

Segundo o anuário, no ano de 2017, o país bateu o recorde de títulos brasileiros lançados nas salas de cinema – foram 160 longas-metragens (sendo 91 longas de ficção, 62 documentários e 7 animações). Esses títulos venderam mais de 17 milhões de ingressos, o que representou uma participação de público de 9,6%. Em 2016 foram 142 filmes brasileiros estrearam nas salas de cinema, e em 2009, apenas 84.

No geral, somando os ingressos de filmes nacionais e estrangeiros, o Brasil continua acima dos 180 milhões de ingressos vendidos por ano, apesar de apresentar uma redução do público em salas de cinema em relação ao ano anterior (184,3 milhões). Ainda assim, a renda bruta auferida em salas de cinema, em valores absolutos, teve um aumento de 4,6% em 2017.

O filme de maior público foi “Meu Malvado Favorito 3”, com quase 9 milhões de ingressos vendidos. Já o longa brasileiro mais visto foi “Minha mãe é uma peça 2”, que teve um público de mais de 5 milhões em 2017.

Veja aqui os destaques da TV paga.

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