AT&T vai lançar NB-IoT nesta primavera, mas defende a convivência conjunta com a LTE-M


Barcelona – A Internet das Coisas (IoT) deixa de ser uma promessa e casos de uso começaram a ser apresentados – aos milhares – no Mobile World Congress 2019, que oficialmente inicia nesta segunda-feira. Hoje, 24, em fórum sobre o assunto, antecipando-se ao evento, fabricantes e operadoras de telecomunicações debateram sobre os avanços dessa tecnologia.

E um dos temas que ainda divide o setor refere-se sobre qual a tecnologia  irá prevalecer para suportar esse serviço, se a NB Iot (ou Narrow band, banda estreita) ou a LTE – M (Iot massiva sob a rede da telefonia móvel de quarta geração).

A fabricante chinesa Huawei aposta, por exemplo, na banda estreita como aquela que vai conquistar mais de 50% do mercado global. E essa projeção, aponta Veni Shore, presidente da unidade de negócios de chipset da fabricante, está calcada nos exemplos que existem em seu país.

Conforme o executivo, pelo menos 2 milhões de chips NB-IoT já foram instalados para o controle do abastecimento de água; outros três milhões estão sendo usados para medir a energia elétrica; e mais 2 milhões detectam sinais de fumaça de cigarro.

Para o vice-presidente de IoT da AT&T, Cameron Coursey, no entanto, o ideal é que as duas tecnologias se complementem, pois têm aplicações distintas. “As duas tecnologias são melhores juntas”, afirmou o executivo.

Em sua avaliação, enquanto a NB-IoT dá a resposta certa para as aplicações estáticas, a LTE-M tem melhor resultado em aplicações que demandam  grande mobilidade, como a Voz sobre LTE. E anunciou que nesta primavera a AT&T estará lançando nos Estados Unidos os primeiros serviços com a NB-IoT.

Segundo Graham Trickey, chefe do programa GSMA, 94 redes de IoT móvel já foram lançadas no mundo (seja com uma ou outra tecnologia, ou com ambas). Na América Latina, conforme o executivo, somente o Brasil pode contar com uma dessas tecnologias, com o lançamento da NB-IoT pela TIM, e a Argentina, com a LTE-M, lançada pela Telefonica.

Coursey apontou, as barreiras que a indústria precisa ultrapassar para que a IoT cresça: segurança, desenvolvimento de habilidades, interoperabilidade e redução de custos.

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