Assinantes de TV paga crescerão 18% em 2008


O ano de 2008 irá fechar com a adição de cerca de 900 mil novos usuários do serviço de TV paga no Brasil. O crescimento será de 18%, em relação ao ano passado, e a base de assinantes subirá de 5,3 bilhões para 6,2 bilhões, número que é considerado muito pequeno, levando-se em conta que …

O ano de 2008 irá fechar com a adição de cerca de 900 mil novos usuários do serviço de TV paga no Brasil. O crescimento será de 18%, em relação ao ano passado, e a base de assinantes subirá de 5,3 bilhões para 6,2 bilhões, número que é considerado muito pequeno, levando-se em conta que os serviços de telefonia, móvel e fixa, atendem a mais de 180 milhões de brasileiros. E é isso que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pretende mudar nos próximos meses com o lançamento de editais de licitação para ampliar a oferta dos serviços, disse o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da agência, Ara Minassian, durante audiência na Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, o planejamento para o serviço está concluído e inclui todas as tecnologias usadas – MMDS (microondas), DTH (satélite) TVA (UHF) e cabo — e  vai fundamentar a elaboração dos editais de licitação. Depende, porém, da aprovação pelo Conselho Diretor da agência, que ainda deverá submeter o processo a consulta pública.

Para Minassian, a falta de competição, causada basicamente por restrições regulatórias, torna o serviço ainda muito caro, concentrado e a maioria dos assinantes está nas classes A e B. A NET (cabo/MMDS) e a SKY/DierecTv (DTH), que pertencem a mesmo grupo econômico, detêm mais de 82% de todo o mercado. Além disso, o serviço de TV por assinatura é oferecido apenas em 471 municípios brasileiros.

A reestruturação da TV paga é uma das ações previstas pelo PGR (Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações), aprovado no mês passado pela Anatel. Mas, segundo Minassian, muitos dos problemas do setor poderiam ser resolvidos com a aprovação do PL 29/07, que unifica a regulamentação da TV paga, permite às teles entrar no mercado de audiovisual, que tramita na Câmara há quase dois anos.

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