Assembléia da BrT aprova ação contra ex-gestores


Em assembléia realizada hoje, 28, de manhã, os acionistas da Brasil Telecom S.A (operadora) aprovaram, sem dificuldades, todos os dez itens que constavam na pauta de convocação da reunião. Havia uma expectativa de que o Opportunity tentasse alguma manobra judicial para barrar a assembléia na tentativa de retomar o controle da empresa, o que não ocorreu. Entre …

Em assembléia realizada hoje, 28, de manhã, os acionistas da Brasil Telecom S.A (operadora) aprovaram, sem dificuldades, todos os dez itens que constavam na pauta de convocação da reunião. Havia uma expectativa de que o Opportunity tentasse alguma manobra judicial para barrar a assembléia na tentativa de retomar o controle da empresa, o que não ocorreu.

Entre as decisões tomadas pelos acionistas está a autorização para que a BrT apresente à Justiça ação de responsabilidade civil contra os antigos administradores da companhia em função de supostos atos irregulares cometidos na gestão da empresa. Entre os que deverão ser responsabilizados estão Carla Cico, ex-presidente da operadora, e Paulo Pedrão Rio Branco, que era diretor financeiro, ambos indicados pelo Opportunity.

A ação será baseada em levantamentos feitos pelos atuais controladores da operadora, fundos de pensão e Citigroup, segundos os quais as irregularidades cometidas pelo Opportunity teriam acarretado prejuízos de cerca de R$ 500 milhões à BrT. Essa denúncia já foi apresentada pelos fundos e Citi à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com acionistas da operadora, a decisão da assembléia de autorizar a ação judicial contra os ex-administradores impede que Carla Cico volte a presidir a empresa caso o Opportunity, por alguma hipótese, assuma novamente o comando da Brasil Telecom. Se isso acontecer, o banco de Daniel Dantas terá que indicar outro nome para presidir a companhia.
Contas de 2005

Os acionistas também aprovaram na assembléia as demonstrações financeiras de 2005, mas não aprovaram os atos de gestão anteriores a 30 de setembro de 2005, data em que o comando da BrT foi assumido pelos fundos de pensão e pelo Citigroup. De acordo com os acionistas, os procedimentos para efetuar os gastos estão corretos, o que está sendo questionado é a motivação para efetuar as despesas.

Representantes da Telecom Itália também participaram da assembléia. A companhia italiana, embora não possa exercer nenhuma posição de controle na BrT porque está impedida por decisão da Anatel, detém ações na empresa, mas se absteve de votar na maioria dos itens. A assembléia da Brasil Telecom Participações (holding), para deliberar sobre os mesmos itens será realizada agora à tarde e a expectiva é de que também ocorra sem problemas.

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