As potencialidades da Oi, sem venda de bens


Mario Cesar Pereira de Araujo, que não gosta do título de “investidor” atrás da Oi, mas de “consultor” para os investidores ACGM e Íntegra, confirma que  estudando as potencialidades da concessionária, mas analisando o seu potencial de rede, de infraestrutura, de capilaridade, de presença nacional. O valor monetário, financeiro da companhia, afirma, não é com ele.

Executivo de muita experiência do setor – já liderou a TCO (operadora de celular do Centro-Oeste, uma das poucas que tinha o capital nacional) e a TIM – , em um diagnóstico rápido, ele afirma que, como brasileiro, acredita ainda na Oi.

Aponta que a empresa tem a maior rede de fibra óptica do país, tem o maior backbone, a maior capilaridade. “É… Também tem a maior dívida, mas dívida, não se paga, se financia”, brinca.

Brincadeiras à parte, ele acha que é possível uma saída para a Oi, desde que se encontre uma alternativa com os credores da dívida e algum cristo disposto a investir. Mas acha também que a discussão tem que sair dos holofotes, das páginas dos jornais. Acredita que, para surgir uma solução que atraia investidores saudáveis,  não poderá enfrentar sócios como o seu conhecido – e desafeto- Tanure (com quem já enfrentou outras batalhas na TIM).

Sabe da complexidade do problema – que só se agrava, quando, observa, na Holanda se descobre que não há acordo com a legislação brasileira, o que está motivando a “corrida” de diferentes credores para aquele fórum legal.

Reforma regulatória, no seu entender, é imprescindível para dar um pouco mais de racionalidade ao negócio, e um pouco mais de modernidade à Oi.  Mas não tem qualquer esperança de que se consiga, nesse momento, lidar com a reversibilidade dos bens.

Para ele, se se conseguir pelo menos acabar com as pesadas obrigações dos orelhões, continuar com a trajetória de se transformar as multas em TACs e transformar as concessões em autorizações, sem se preocupar em mexer com o patrimônio do Estado, já se estaria dando um grande passo para ajudar o processo da Oi.

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2 Comments

  1. ERICK NILSON CORREA E SILVA
    27 de julho de 2016

    A Oi tem tudo pra ser uma gigante… mas precisa aprender com os erros do passado.

  2. Aurelino Santos
    31 de julho de 2016

    INTERNET PÚBLICA NÚMERO 1.

    Eis aqui, mais um motivo para que a recuperação judicial da Oi seja coroada de êxito! Uma empresa com um histórico assim, não deve deixar o cenário de telecom nesse momento tão especial pelo qual passa o setor no Brasil. Tive a oportunidade de trabalhar indiretamente na Oi nos seus primórdios(julho 2002/agosto 2003) através da Contax, quando exerci a atividade de operador de telemarketing no segmento de atendimento ao Dealer e tendo ativado mais de mil linhas pós – pagas dentre outros serviços.