As celulares aderem ao mundo IP


Os fabricantes de equipamentos para redes IP e integradores estão otimistas com os negócios neste segmento, gerados, principalmente, pelas operadoras móveis, que estão optando pelo transporte IP na implantação de suas redes de terceira geração. Fora isso, a demanda por banda larga continua crescendo, tanto em número de usuários quanto em volume de tráfego – …

Os fabricantes de equipamentos para redes IP e integradores estão otimistas com os negócios neste segmento, gerados, principalmente, pelas operadoras móveis, que estão optando pelo transporte IP na implantação de suas redes de terceira geração. Fora isso, a demanda por banda larga continua crescendo, tanto em número de usuários quanto em volume de tráfego – as ofertas, antes na casa de 256 kbps a 512 kbps, saltaram para o patamar dos megabits. “Estamos muito felizes, porque o tráfego IP na rede, tanto fixa quanto das celulares, aumentou de forma exponencial”, resume Anderson André, diretor regional de telecomunicações da Cisco.

Quando se fala em tráfego IP, a Cisco tem posição destacada no mercado, seguida por Juniper, Alcatel-Lucent, NEC e Ericsson. Outra grande fabricante, a Nokia-Siemens, trabalha em parceria com a Juniper e se posiciona mais como integradora, segmento disputado também por Promon, Damovo e Medidata, entre outros.

Na avaliação de Guilherme Fuhrken, diretor de negócios da Juniper, os investimentos em redes IP são fortes tanto nas móveis quanto nas fixas. “É clara a mudança de investimentos de redes tradicionais SDH e TDM, para um ambiente puramente IP, visando uma estratégia de unificar, padronizar a camada de transporte, de serviço, para um ambiente único”, diz.

O diretor de evolução de redes e convergência da Ericsson, Clayton Cruz, lembra que o número de assinantes HSPA (o estado da arte na 3G) deve saltar de 1,3 milhão, em 2008, para 20,7 milhões, em 2012, no Brasil. Enquanto isso, os assinantes de banda larga em redes fixas passam de 8,7 milhões, em 2008, para 13,6 milhões, em 2012. “Embora o crescimento, na fixa, seja menor que na móvel, há aqui uma particularidade: cresce menos em número assinantes, mas cresce muito na banda média por assinante, puxado por IPTV”, enfatiza Cruz.

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