“Aprovação do TAC é divisor de águas”, diz presidente da Telefônica


Na avaliação de Eduardo Navarro, a aprovação do TAC é uma sinalização importante para o setor e para a sociedade, pois vai destravar investimentos e acelerar a expansão da banda larga de qualidade.

Photo: Robson RegatoA decisão dos ministros do TCU de aprovar o TAC assinado entre a Anatel e a Telefônica, desde que a agência reguladora faça uma série de ajustes, foi recebida com entusiasmo pelo presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro. Mas não foi propriamente uma surpresa, pois ele conta que estava otimista com o resultado, após visitar e conversar com os conselheiros do Tribunal de Contas para expor o ponto de vista da operadora que vai investir R$ 4 bilhões em redes de banda larga de alta velocidade em troca da suspensão de multas no valor de R$ 1,7 bilhão.

Segundo a avaliação de Navarro, o que foi aprovado não foi o TAC da Telefônica, mas a possibilidade de as agências reguladoras e, em particular a Anatel, poderem fazer acordos com as empresas e aplicar recursos de multas em projetos que atendam aos interesses da população e que vão gerar riqueza, empregos e impostos. Ele lembra que com o TAC, por imposição da Anatel, vão ser atendidas com redes ópticas de alta velocidade cidades que não seriam atendidas agora por simples decisão comercial. E o atendimento de uma cidade média inclui os seus bairros da periferia.

Para o presidente da Telefônica, o TAC é bom para o setor e também para o país. Ele observa, no entanto, que é preciso aguardar a conclusão do processo e os ajustes que terão que ser feitos pela Anatel a pedido do TCU. “Não tenho condições de avaliar o seu impacto, neste momento”, disse.

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2 Comments

  1. 28 de setembro de 2017

    Será que o setor econômico de Telecom vai sair do tenebrosos inferno das quebradeiras?
    Haverá uma política responsável de investimentos no setor, sem criar reservas de mercado?
    Que fazer da infraestrutura sucateada?
    O setor produtivo não pode pagar mais está conta da irresponsabilidade das políticas clientelistas regulatórias do setor.
    Quem sobreviver verá!

  2. Filipe Augusto
    28 de setembro de 2017

    Interessante dois pesos duas medidas enquanto trabalhadores perdem casa e outros patrimônios uma empresa ganhar bonificação por um investimento que vai beneficiar ela mesma. Esse Brasil é demais.
    Obs: não sou socialista muito menos globalista, apenas um Brasileiro que torcendo pelo nosso país.