Após oferta pública de EILD, as concorrentes começam a fazer as contas


  As concessionárias de telecomunicações lançaram em seus sites, para cumprir determinação da Anatel, as suas ofertas públicas de EILD (exploração industrial de linha dedicada), o insumo básico de infra-estrutura usado pelas empresas concorrentes para oferecer serviços de comunicação de dados a seus clientes finais. Agora, o mercado começa a fazer as contas para verificar …

  As concessionárias de telecomunicações lançaram em seus sites, para cumprir determinação da Anatel, as suas ofertas públicas de EILD (exploração industrial de linha dedicada), o insumo básico de infra-estrutura usado pelas empresas concorrentes para oferecer serviços de comunicação de dados a seus clientes finais. Agora, o mercado começa a fazer as contas para verificar se elas estão mesmo cumprindo as determinações da agência.

Na verdade, essas ofertas estão bem escondidas nos sites e os interessados precisam navegar por pelo menos seis janelas (algumas delas escritas em inglês) em cada um dos portais corporativos, antes de conseguir achar o que procuram.
 
Mas quem conseguiu ultrapassar as dificuldades virtuais está agora checando se o que está sendo oferecido é mesmo o que a Anatel determinou. E as reclamações já aparecem. Segundo alguns executivos, aparentemente, a Embratel, Brasil Telecom e Telemar estariam mantendo os preços estipulados pela agência, que são inferiores aos comercializados hoje. O problema estaria nos preços ofertados pela Telefônica, que, segundo algumas empresas, são bem superiores ao estabelecido pela Anatel.

As negociações irão começar, mas algumas entrantes já pressentem que terão mesmo que recorrer à arbitragem da Anatel. A agência, por sua vez, que já tem um número excessivo de questões para arbritrar, parece que também gosta de ser constantemente acionada.
 
Embora o objetivo do regulamento tenha sido o de estimular a competição e estabelecer preços mais condizentes com os custos, a Anatel, ao invés de explicitar que os valores por ela encontrados seriam os preços máximos, preferiu usar o termo “preço de referência.” Ou seja, as incumbents têm um argumento para alegar que seus preços (mesmo mais altos)  cumprem o regulamento, já que preço de referência não significa preço/teto, e pode ser, mesmo, preço/piso.

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