Após fracasso nas negociações com Datacom, AsGa busca novos parceiros


A AsGa, fabricante nacional de sistemas de acesso na área óptica e de rádio, não desistiu de ganhar músculos por meio de parceria, fusão ou mesmo venda de uma de suas áreas de negócios. “Continuamos atentos às oportunidades”, diz José Ellis Ripper, presidente da empresa, que comunicou oficialmente o término das negociações com a gaucha Datacom em outubro do ano passado. O fracasso do projeto de criar uma sólida empresa nacional de sistemas de telecomunicações e software, por meio da junção das duas empresas que seriam comandadas por uma holding, frustou as expctativas dos envolvidos na operação, que contava com o suporte do BNDES.

Sem acordo com a Datacom, que seria majoritária na holding, a Asga, agora, procura um caminho próprio. Segundo Ripper, até por conta do projeto de fusão, a AsGa foi dividida em quatro empresas: AsGa S.A. (soluções de rádios digitais), AsGa Acesso (soluções de acesso e conectividade óptica), AsGa Sistemas (software) e AsGa Placas Eletrônicas (montagem de placas para a própria AsGa e para terceiros). O Grupo AsGa faturou, no ano passado, perto de R$ 100 milhões e voltou a registrar lucro.

“Recuperamos nosso histórico de desempenho positivo. 2010 foi um ano muito difícil e registramos prejuizo, o segundo de nossa história”, conta Ripper. O mau desempenho foi decorrente da redução dos investimentos das operadoras, em especial da Oi que é um de seus maiores clientes. Para 2012, Ripper está otimista e espera crescer por volta de 30%. “As encomendas voltaram a crescer a partir de meados de 2011 e continuam em bom ritmo”, diz ele.

Desenho futuro

O fato de o projeto de fusão com a Datacom não ter dado certo implica a busca de novas alternativas. Sócio fundador da empresa, criada por ele e dois de seus discípulos no Instituto de Física da Unicamp – Francisco Mecchi e Francisco Carlos de Prince –, Ripper diz que a empresa precisa de parceiros para garantir seu futuro.

O ideal, de seu ponto de vista, seria a capitalização da AsGa por meio da abertura de seu capital em bolsa. Mas esse caminho não é viável para empresas médias pelas características da bolsa brasileira, avalia Ripper.

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