Após caso Snowden, Presidência avança em rede social própria


Tele.Síntese Análise 402 O conceito de redes sociais privadas não é novo. Já faz alguns anos que empresas de tecnologia da informação avançam em negócios desse tipo, com ofertas para o corporativo. Agora, após a divulgação do caso de espionagem do governo dos Estados Unidos utilizando provedores norte-americanos de conteúdo na internet, esse produto deve …

Tele.Síntese Análise 402

O conceito de redes sociais privadas não é novo. Já faz alguns anos que empresas de tecnologia da informação avançam em negócios desse tipo, com ofertas para o corporativo. Agora, após a divulgação do caso de espionagem do governo dos Estados Unidos utilizando provedores norte-americanos de conteúdo na internet, esse produto deve dar mais um passo. No caso do Brasil, o governo federal tem planos de acelerar a adoção de uma rede social própria, desenvolvida pelo Serpro, com base em plataforma open source.

 

“Começamos desenvolvendo essa rede social sem ter um plano de negócio fechado. Estamos usando internamente, há seis meses, para apoiar a inovação e o desenvolvimento de softwares. Com o escândalo de investigação nos Estados Unidos, a presidência nos pede para acelerar o projeto e vamos implantá-lo em diversas áreas”, afirma o presidente da Serpro, Marcos Mazoni. “Os servidores da Receita Federal, por exemplo, podem usar a rede social para dialogar com contadores no país inteiro, de forma dinâmica”, acrescenta, citando um dos órgãos de governo que mais utilizam recursos do Serpro.

 

Em julho, a Secretaria Geral da Presidência da República lançou, em caráter experimental, a rede social pública voltada aos jovens, o Participatório. Entre os debates em andamento por meio da plataforma estão temas espinhosos como corrupção, reforma política, esquerda. A vantagem é que, ao criar essa plataforma, o governo blinda as informações da utilização tanto para análise de mercado, quanto para fins políticos.

 

“Ainda que o cidadão não se importe com a disponibilização de seus dados pessoais, eles [os provedores de serviço na internet] acabam utilizando aquilo como banco de dados, para fazer mapeamento abrangente, como qual assunto está sendo mais discutido, o que é mais relevante para a população em cada país ou região”, explica Leandro Nunes dos Santos, analista de sistemas para o Serpro da Bahia.

 

De acordo com Nunes, a plataforma de rede social do governo deve ganhar novos recursos ao agregar, aos poucos, funcionalidades como a criação de comunidades, chats internos, entre outras. No momento, o Serpro participa ativamente da comunidade Noosfero para o desenvolvimento de um protocolo para redes federadas, que permita que as diversas redes sociais criadas a partir da plataforma possam interagir entre si. “Isso significa criar um padrão para que a rede da Presidência da República se comunique com a rede de um órgão estadual, uma vez que é difícil convencer todos os órgãos a utilizarem a mesma rede. Cada um tem sua forma de gestão e a integração é mais conveniente do que uma única rede”, detalha Nunes. Segundo ele, a Secretaria Geral da Presidência tem trabalhado na especificação das redes federadas para posterior implementação pelo Serpro.

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