Aplicativos para 3G é o desafio das operadoras de celular


O crescimento exponencial do uso de banda larga móvel e da venda cada vez maior de smartphones são previsões comuns à maioria das operadoras de celular para os próximos meses. Também é consenso a necessidade de oferecerem soluções embarcadas nos aparelhos, como forma de diferenciar seus serviços. Mas o desenvolvimento de aplicativos para uso das …

O crescimento exponencial do uso de banda larga móvel e da venda cada vez maior de smartphones são previsões comuns à maioria das operadoras de celular para os próximos meses. Também é consenso a necessidade de oferecerem soluções embarcadas nos aparelhos, como forma de diferenciar seus serviços. Mas o desenvolvimento de aplicativos para uso das imensas possibilidades propiciadas pela tecnologia 3G ainda é baixo, concordam.

O diretor da Vivo, Sílvio Luiz da Silva, reconhece que há uma lacuna nesse mercado de aplicativos, apesar de sua empresa ter montado uma estrutura de parcerias com desenvolvedor de soluções. "O problema é que ainda não se achou o ponto certo do modelo de parceria, onde todos ganham", disse.

Enquanto isso, os felizes propritários de smartphones continuarão usando muito pouco essa ferramenta poderosa, avalia Silva, numa referência à capacidade dos aparelhos.

É o mesmo desafio que a Oi tenta superar. Segundo o gerente de Marketing da operadora, Francisco Sant'anna, o mercado corporativo é o principal alvo dos aplicativos customizados. "Para os grandes clientes é fácil equalizar a questão dos custos, mas nas pequenas e médias empresas, que necessitam de mais soluções, a demanda não paga o desenvolvimento", disse.

Sant'anna lembra que além do aplicativo para as PMEs, as operadoras acabam tendo que oferecer soluções que permitam a integração com as ferramentas usadas pelas empresas.

O gerente Corporativo de Dados da Claro, Jacques Benain, reafirma as dificuldades de se encontrar modelos de negócios factíveis na área de aplicativos. Porém acredita que a operadora está planejando ações mais fortes nessa área, visando sempre sua posição no mercado.

Outro consenso entre as operadoras é de que a qualidade do serviço será primordial na captação de clientes corporativos, com a ampliação da portabilidade numérica para os grandes centros, em fevereiro de 2009. E o oferecimento de soluções embarcadas pode fazer a diferença.

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