Aplicações na saúde ainda incipientes no país


As perspectivas de aplicações wireless na área de saúde são promissoras. Nas experiências concretas, porém, ainda predomina a comunicação via torpedos em celular. Um case de destaque, no estado de São Paulo, é o Instituto do Câncer de São Paulo, inaugurado em maio deste ano, e já construído para operar com uma estrutura de TI …

As perspectivas de aplicações wireless na área de saúde são promissoras. Nas experiências concretas, porém, ainda predomina a comunicação via torpedos em celular. Um case de destaque, no estado de São Paulo, é o Instituto do Câncer de São Paulo, inaugurado em maio deste ano, e já construído para operar com uma estrutura de TI totalmente sem-fio.

Ao apresentar o projeto do instituto no 3º Wireless Mundi, realizado pela Momento Editorial, Érico Bueno, diretor de Infra-estrutura e Engenharia do IC, contou que o prédio, com 28 andares e 88 mil metros quadrados, é o maior hospital vertical do país, com uma rede de 2.500 pontos por onde trafegam imagens extremamente pesadas. “Uma tomografia tem em torno de 8Gb, em dois minutos de transmissão. Nós temos mais de 15 tomógrafos”, relatou.

Todos os exames com imagem realizados à beira do leito, como utrassonografia, raio X, eletrocardiograma, entre outros, são transmitidos para os computadores centrais. O acesso dos médicos aos dados e imagens é feito por um tablet PC WiFi desenvolvido especialmente para a área de saúde. O dispositivo tem câmera integrada, scanner para código de barras e permite assepsia (limpeza de sangue, por exemplo).

O uso de torpedos em campanhas

Representando a Vivo, Michel Daud Filho, diretor de Qualidade de Vida e Saúde, falou sobre as ações SMS da operadora. Este ano, o envio de torpedos para doação de sangue, informou Daud, resultou na captação de quase 2 mil doadores, em 60 dias de campanha. Foram enviados, também, cerca de 7 milhões de torpedos em uma campanha de vacinação contra rubéola.
O diretor de Qualidade lembrou que as possibilidades, no entanto, vão muito além das mensagens: “Em 2004, criamos o projeto Vivo Diagnóstico, que permite o envio de imagens de raio X por celular. É um grande avanço em agilidade no atendimento e no compartilhamento da informação clínica”. O projeto não foi implantado.

No Espírito Santo, o projeto Farmácia Cidadã já atende a 5 mil pessoas cadastradas, com previsão de chegar a 40 mil, segundo Victor Murad Filho, diretor-presidente do Instituto de TIC do Espírito Santo (Prodest). O serviço consiste em avisos pelo celular sobre a chegada de medicamentos nos postos de distribuição e avisos sobre marcação de consultas.
“Nossa intenção é chegar ao prontuário em tempo real, para que o médico receba informações sobre o paciente em smartphone”, revelou Murad, que anunciou ainda esforços do governo capixaba para oferecer serviços similares nas áreas de transporte, turismo etc.

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