Apenas 20% das operadoras da América Latina investem em Time to Market


Segundo pesquisa da Amdocs, realizada pela Coleman Parkes Research em fevereiro de 2011, o Time to Market (TTM), ou a diferença entre o tempo que a empresa percebe a demanda por um serviço até quando começa a oferecê-lo, nunca foi considerado tão importante como agora pelas empresas. A pesquisa entrevistou 125 executivos seniores de 50 operadoras de serviços wireless, 50 operadoras de serviços tradicionais e 25 operadoras de TV a cabo da Europa, América Latina, América do Norte e Ásia-Pacífico.

Enquanto em 2008 59% das empresas acreditavam que o TTM era muito importante, em 2011 o número chegou a 70%. Foi concluído ainda que 68% das empresas dizem acreditar que o TTM tem impacto na fidelização dos clientes, na experiência do consumidor e na reputação da marca. Ou seja, a velocidade de criação de um produto novo é um importante diferencial nos negócios e, segundo 95% dos entrevistados, tem impacto positivo no faturamento.

Apesar de acreditarem na importância do TTM, pouco foi feito para diminuir o tempo de entrega de um produto ou serviço para o consumidor. Enquanto em 2008 25% das empresas da América Latina lançavam o produto apenas três meses após a descoberta da demanda, em 2011 o número passou para apenas 26%. A América Latina está relativamente atrasada em TTM, de acordo com o levantamento. Enquanto no total das regiões pesquisadas 32% dos produtos são lançados em menos de três meses, na América Latina apenas 20% fazem os lançamentos dentro desse prazo. De três a seis meses, os lançamentos ocorrem em 47% das empresas no mundo e em 30% na América Latina.

Conforme levantamento, 80% dos provedores da América Latina precisam modernizar o ambiente operacional. De acordo com o gerente de desenvolvimento de negócios da Amdocs para a América Latina e o Caribe, Maurício Falck, uma em cada três empresas falhou e não conseguiu atingir o objetivo por não oferecer o produto ou serviço para o cliente em menos de seis meses. “Não existe um caminho único em TTM, mas foi possível perceber que o ambiente organizacional, as mudanças nos sistemas e a complexidade da tecnologia são três fatores que tem impacto direto no fornecimento de novos serviços”, diz Falck.

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