Apenas 2% dos domicílios rurais têm acesso à internet


Cerca de 31 milhões de brasileiros moram em áreas rurais, região que concentra também 5,2 milhões de estabelecimentos de agropecuária, mas apenas 2% dos domicílios rurais têm acesso à internet. Os dados são de uma pesquisa que está sendo feita pelo Sindisat (Sindicato Nacional das Empresas Operadoras de Satélites) e foram apresentados hoje  pelo presidente …

Cerca de 31 milhões de brasileiros moram em áreas rurais, região que concentra também 5,2 milhões de estabelecimentos de agropecuária, mas apenas 2% dos domicílios rurais têm acesso à internet. Os dados são de uma pesquisa que está sendo feita pelo Sindisat (Sindicato Nacional das Empresas Operadoras de Satélites) e foram apresentados hoje  pelo presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, durante o RuralMax — Congresso Brasileiro de Telecomunicações Rurais realizado pela Abrater.

Tude destacou que dos mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários, cerca de 70% tem energia elétrica, 46% têm TV com parabólica, 26% TV com antena comum, mas apenas 3,5% têm computador e os acessos à internet somam apenas 75 mil. "A penetração da internet nesses estabelecimentos é baixa mesmo nos estebelecimentos cujos dirigentes tem nível superior", destacou Tude.

Para os participantes do evento, que reuniu fabricantes de equipamentos e provedores de tecnologia, a melhor solução para a expansão do acesso à internet nas áreas rurais é a adoção de tecnologias sem-fio, sejam terrestres ou por satélite. O diretor de relações governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini Soares, defendeu a destinação da faixa de frequência de 450 MHz para a expansão dos serviços. "É a mais adequada, uma vez que a baixa frequência tem capacidade maior de atendimento", comentou, informando que uma 1 estação radiobase em 450 MHz cobre uma área de até 50 quilômetros.

"O Plano Nacional de Banda Larga, que acaba se der anunciado pelo governo, deve motivar o uso da faixa de 450 MHz no Brasil", defendeu Soares, que também reivindica a cobrança de um preço simbólico do espectro de frequência, para que o serviço possa ser oferecido a preços baixos, com capacidade e qualidade. Citou como exemplos o Peru e o México, países que incentivaram as operadoras a construirem redes para operar na faixa de 450 MHz para a oferta de voz e dados.

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