Anel óptico sul-americano volta aos planos do Minicom


O governo estuda como construir o anel óptico interligando todos os países da América do Sul para ocupar a capacidade do cabo submarino interligando Fortaleza a Lisboa. O projeto foi originalmente anunciado em 2012, fruto de um acordo entre os países que compõem a Unasul, bloco dos países sul americanos.

À época, se dizia que o anel estaria concluído em 2015, o que não aconteceu, e faria parte de um projeto de infraestrutura que previa também a construção de interligações entre a região, a África, os Estados Unidos e a Europa. Até hoje, nenhum dos cabos saiu do papel, uma consultoria foi do BID foi contratada, e uma ligação entre o Brasil e o Uruguai foi implementada.

A assinatura do contrato que criou a joint-venture entre a Telebras e a espanhola Islalink, para lançamento de cabo submarino interligando Brasil à Europa, ontem, porém, reacende o compromisso. “A partir da implementação da saída internacional, você ganha uma capacidade de transmissão. O anel óptico ainda está em discussão, de forma prematura. O Ministério buscará implementar esta rede na América do Sul para conectar à saída [para a Europa]”, diz Sandro Almeida Ramos, gerente regional da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em São Paulo.

Para acelerar a criação do anel, o Minicom cogita a criação de parcerias público-privadas. “Não tem prazos. Depende de conversas dentro do governo e com o setor privado. O funcionamento e exploração deste anel pode se dar por uma futura joint-venture, pode ter um aporte de outros países”, relata. Ele participou do evento Broadband Latin America, hoje, 1, em São Paulo.

Banda Larga para Todos
Ao falar do projeto de inclusão digital do governo, Ramos afirmou que a evolução tecnológica deve colaborar para que as metas sejam alcançadas. E ressalta que iniciativas para elevar a velocidade da conexão média no país, especialmente em áreas de baixo interesse das operadoras, já vem sendo executadas. Entre elas, cita o anel subfluvial da Amazônia, sendo feito com o Ministério da Defesa, e o lançamento do satélite geoestacionários (SGDC).

“O satélite geoestacionário poderá reduzir o preço da banda larga satelital em 95%. Hoje você tem valores de conexões de 512 kbp a 2 mbps que chegam a custar R$ 2,5 mil. Com a implementação do satélite geoestacionário, esses valores vão cair para R$ 100”, garante. Ele lembrou, também, a última proposta do PGMU, de transformar R$ 1,3 bilhão de investimentos que as operadoras deveriam ter feito em Posto de Serviço de Telecomunicações (PSTs) na zona rural em dinheiro para expansão do backhaul nas regiões com pouca cobertura.

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