Aneel recebe sugestões para uso do PLC


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) abriu audiência pública para obter subsídios e informações adicionais para aprimoramento de ato regulamentar sobre a utilização das instalações de distribuição de energia elétrica como meio de transporte para a comunicação de sinais ou PLC (Power Line Communication). As contribuições poderão ser enviadas até o dia 11 de …

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) abriu audiência pública para obter subsídios e informações adicionais para aprimoramento de ato regulamentar sobre a utilização das instalações de distribuição de energia elétrica como meio de transporte para a comunicação de sinais ou PLC (Power Line Communication). As contribuições poderão ser enviadas até o dia 11 de maio. No dia 13 de maio, a agência promoverá sessão pública em Brasília para exposição do tema pela Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição  e pronunciamentos dos interessados.

O acesso em banda larga à internet usando rede de energia elétrica está em fase de regulamentação na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A relatora da matéria, Emília Ribeiro, promete entregar seu parecer até no final deste mês, quando deverá ser apreciado pelo Conselho Diretor da agência.

O uso do PLC poderá dar novo impulso aos programas de inclusão digital, porque a rede elétrica está presente em quase 98% dos domicílios brasileiros.  Mesmo nas localidades onde não há interesse econômico das operadoras de telecom e mesmo nas grandes cidades, essa tecnologia poderá ser mais uma opção de oferta de banda larga à população, prevê a relatora.

Caráter secundário

Pela proposta da Anatel, o PLC será operada em caráter secundário, mantendo a prioridade para outros serviços que usam a mesma frequência, como das Forças Armadas, órgãos de segurança e radioamadores. Testes realizados pela agência provam que o PLC traz interferência aos outros serviços e, por isso, pretende adotar técnicas preventivas que permitam a convivência entre sistemas, inclusive com a adição de faixas de exclusão para o serviço de radioamador, assim como adoção de técnicas corretivas após a identificação de uma interferência prejudicial.

Companhias de distribuição de energia elétrica estão testando com sucesso o serviço em caráter experimental, enquanto não sai a regulamentação. Muitas delas já têm planos de negócios para explorar comercialmente o serviço. Um exemplo é a Celg (Companhia Elétrica de Goiás), que leva a banda larga via rede elétrica a escolas, postos de saúde e policiais de Goiânia e de outro município do estado.

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