Ancine vai apressar inclusão dos games na política do audiovisual


A Ancine deve empreender os ajustes regimentais necessários à inclusão do segmento de games na política do audiovisual. Para isso, deve criar um grupo de trabalho com a finalidade de formular uma proposta de política pública para o desenvolvimento do setor até o mês de julho deste ano.

As ações foram sugeridas pelo Conselho Diretor do Cinema, órgão responsável pela a aprovação de diretrizes gerais para o desenvolvimento da indústria audiovisual. O colegiado levou em conta para essa decisão o potencial da capacidade produtiva e dos talentos nacionais no desenvolvimento e produção de games, assim como o já vigoroso e grande potencial de crescimento do mercado consumidor nacional e mundial, e ainda os dados sobre a performance e os resultados dos agentes nacionais nesse segmento.

No entendimento do CSC, o game como produto audiovisual e seu grande potencial social e econômico, tem impacto especial na geração de emprego e renda. Além do mais, argumenta que a relação cada vez mais próxima entre as diversas linguagens audiovisuais, tem propiciado a construção de universos narrativos que extrapolam o cinema e geram obras transmidiáticas, em especial as destinadas ao público infantil e jovem.

O GT será formado por representantes dos ministérios da Cultura e, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além de representantes da Ancine e do próprio CSC. Uma das tarefas mais urgentes é adequar o segmento aos mecanismos de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e dos benefícios previstos na Lei 8.685/93, visando o reconhecimento do game enquanto importante ativo da cadeia de valor do setor audiovisual, e possibilitar uma aplicação mais adequada dos recursos disponíveis.

 

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