Anatel prepara lista de administradores para entregar à justiça, assim que notificada


shutterstock_agsandrew_geral_abstrata_tendencia_negocios_P&D_start_up_A Anatel aguarda apenas a notificação da justiça fluminense, que decidiu aceitar o pedido de recuperação judicial da Oi no última dia 30 de junho, para tomar as providências necessárias à continuidade do processo.

Entre as deliberações da justiça da 7a Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, foi repassada à Anatel a atribuição de nomear cinco empresas especializadas em recuperação judicial, para que seja feita a escolha uma delas, a ser a responsável por cuidar de todos os passos a serem dados durante a  recuperação judicial.

E conforme fontes da agência, embora ainda não tenha recebido a notificação judicial, a Anatel pretende elaborar uma lista o mais exaustiva possível das empresas que têm hoje qualificação para atuar como adviser do processo de recuperação.

Conforme essa fonte, a informação que circulou nesse final de semana no jornal O Globo, de que a Anatel não estava disposta a fazer esta lista porque não seria de sua competência, “não tem qualquer fundamento”.

A Oi ingressou com o pedido de recuperação judicial para renegociar a maior dívida de uma empresa privada do país – de R$ 65,4 bilhões. A última tentativa de chegar a um acordo foi feita por Bayard Gontijo, CEO, que acabou deixando a empresa no mês passado, depois de ter enfrentado forte resistência à sua proposta dos controladores portugueses, que ainda têm poder de voz na companhia.

Outras alternativas

Na avaliação de ex-executivos da operadora, os interesses dos controladores e dos gestores da operadora sempre foram conflitantes e a recuperação judicial deveria ter sido pedida há um ano, quando a empresa tinha mais recursos em caixa, para negociar com mais poder de barganha com os credores.

Para esse interlocutor, por sinal, à exceção dos sócios portugueses, representados pela Pharol e o BNDES, não há mais qualquer outro sócio antigo na Oi (Andrade, La Fonte, ou fundos de pensão). “Quem vai administrar a companhia serão os fundos abutres”, avalia o executivo.

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