Anatel não mexe nas regras das freqüências do SMP


Apesar da forte reação das operadoras móveis, que até ameaçaram ir à Justiça contra a proposta da Anatel de reorganização das freqüências do SMP, a agência não irá mexer no cerne do que propôs, e manterá a destinação dos 10 MHz da faixa do WLL para a telefonia móvel. Essa solução (a chamada banda L), …

Apesar da forte reação das operadoras móveis, que até ameaçaram ir à Justiça contra a proposta da Anatel de reorganização das freqüências do SMP, a agência não irá mexer no cerne do que propôs, e manterá a destinação dos 10 MHz da faixa do WLL para a telefonia móvel. Essa solução (a chamada banda L), reclamam quatro operadoras móveis, só contempla a Vivo. Isso porque, mesmo com a sua decisão de adotar o GSM, a freqüência antes destinada ao WLL continua a ser importante, pois, com ela, a empresa consegue complementar a cobertura em Minas Gerais e na maioria dos estados do Nordeste, alinhando-se ao PCS norte-americano. As mudanças na proposta colocada na consulta pública serão apenas pontuais, para sanar algumas inconsistências, como o prazo para a saída definitiva do WLL desse pedaço de espectro.

Com a publicação definitiva desse regulamento – que deverá ocorrer na segunda quinzena de outubro –, técnicos da agência pretendem, ainda este ano, lançar a consulta do edital de licitação para a venda de todas as freqüências da 2G do SMP. Estariam na lista as sobras não compradas nos leilões passados (inclusive, de novo, a quarta licença para São Paulo), as faixas de extensão que ainda restam, e a banda L. Mas esse cronograma poderá não ser cumprido, pois há quem entenda que, com o trauma da licitação das freqüências do WiMAX, o conselho diretor só queira tratar de venda em 2007. Porém, é certo que o edital de licitação da 3G do SMP (na proposta, a agência está criando cinco bandas no core de 1,9/2,1 GHz) fica mesmo para o próximo ano, e, assim, os serviços 3G só começam a ser prestados a partir de 2008, ou início de 2009.

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