Anatel: mais da metade da população pode ser atendida por TV paga.


Segundo dados da agência, mais da metade da população brasileira (52,3%) pode ser atendida por serviços de TV por assinatura via cabo e/ou MMDS. A região Sudeste é a que tem o maior percentual de potenciais assinantes (70,5%), seguida da Sul (52,5%), Centro-Oeste (36,5%), Nordeste (35,4%) e Norte (33%). Contudo, só 483 cidades brasileiras são …

Segundo dados da agência, mais da metade da população brasileira (52,3%) pode ser atendida por serviços de TV por assinatura via cabo e/ou MMDS. A região Sudeste é a que tem o maior percentual de potenciais assinantes (70,5%), seguida da Sul (52,5%), Centro-Oeste (36,5%), Nordeste (35,4%) e Norte (33%). Contudo, só 483 cidades brasileiras são atendidas, o que representa apenas 8,7% dos municípios do país.

Os dados são da Superintendência de Serviços de Comunicação de Massa do órgão regulador. Existem  109 operadoras de TV a cabo (63% do total), 28 de MMDS (16,2%), 21 via UHF (12,1%) e 10 por satélite (5,8%).

Analisados períodos recentes, percebe-se nas estatísticas muitas oscilações no setor. No caso do cabo, por exemplo, em 1997, existiam 86 contratos assinados para esta tecnologia, número que pulou para 283 em 2006 (aumento de 229%). Mas, cotejados os anos 2001, 2002 e 2003, houve um descréscimo, pois o número de contratos era de 300 (queda de 5,6%). No caso do MMDS, a curva também varia. Em 1997, 12 contratos. Em 2001, 100 contratos. Em 2006, 84 contratos.

Mesmo no número de municípios atendidos, os dados da Anatel mostram avanços e recuos. No caso do MMDS, são 202 em 2006, contra 213 em 2001. O cabo já teve 174 cidades em 2003 e hoje conta com 165.

Para Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), a estagnação que o setor passou nos anos recentes não foi necessariamente ruim. “Dizem que TV por assinatura é um bem supérfluo, mas, apesar de não ter tido crescimento significativo, os números mostram que as pessoas não deixaram o serviço mesmo em períodos de dificuldades econômicas”, observa. Para ele, o cenário agora é de crescimento, especialmente com a convergência, pois, atualmente, operadoras também oferecem assinatura de banda larga. “O MMDS, por exemplo, tem boas perspectivas de crescimento  com o avanço das tecnologias wireless, caso do WiMAX”, destaca Annenberg.

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