Anatel estuda decretar caducidade da Sercomtel


Segundo Juarez Quadros, presidente da agência, a legislação prevê uma “intervenção inócua” (diante dos problemas tributários e da dívida da operadora) e só resta o caminho da decretação de caducidade. A Anatel irá esperar um mês para que os dirigentes da Sercomtel apresentem um plano consistente para a solução dos problemas

Projetado pelo Freepik
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O presidente da Sercomtel, Luiz Carlos Adati, o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati e dirigentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se reuniram nesta terça-feira, 13. No encontro, a agência deu prazo de 30 dias para que a operadora apresente um plano de saneamento de suas finanças.

Caso a empresa falhe, a agência irá rever as licenças, conforme o presidente da Anatel, Juarez Quadros. “Acreditamos que uma intervenção seria uma solução inócua, e por isso será decretada a caducidade [da outorga] se não houver um plano de saneamento”, afirmou Quadros ao Tele.Síntese.

Ele reforçou que o cenário é preocupante em função do acúmulo de dívidas tributárias por parte da Sercomtel, que tem como maior acionista a prefeitura de Londrina, além da distribuidora de energia Copel.

A agência passou a monitorar com mais veemência os resultados da operadora após a apresentação de mais um balanço negativo neste ano, em que a empresa acumula um passivo não circulante mais de duas vezes superior a seu patrimônio. A Anatel monitora o desempenho da empresa há alguns anos, mas os resultados estão piorando.

O grupo possui cerca de 265 mil assinantes de telefonia fixa, 168 mil de banda larga fixa, e 71,6 mil em telefonia móvel.

 

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