Anatel chama Abert para conversar sobre UHF


A notícia publicada pelo Tele.Síntese Análise, de que a Anatel tinha reservado quatro canais de UHF para operadoras de telecomunicações prestarem serviço de vídeo nas pequenas cidades brasileiras, caiu como uma bomba entre as emissoras de radiodifusão, que rapidamente organizaram suas entidades estaduais e a entidade nacional para abortar a proposta. Os radiodifusores argumentam que, …

A notícia publicada pelo Tele.Síntese Análise, de que a Anatel tinha reservado quatro canais de UHF para operadoras de telecomunicações prestarem serviço de vídeo nas pequenas cidades brasileiras, caiu como uma bomba entre as emissoras de radiodifusão, que rapidamente organizaram suas entidades estaduais e a entidade nacional para abortar a proposta. Os radiodifusores argumentam que, cada vez mais, perdem freqüências para as telecomunicações, e não vão aceitar essa nova investida da Anatel. E o movimento surtiu seu efeito.

Circulava ontem, no mercado, que a Anatel teria cancelado a consulta pública. Mas fontes da agência informaram ao Tele.Síntese que, em vez de suspender a consulta pública 833, a agência vai ampliar o prazo para o recebimento de sugestões. E os radiodifusores serão chamados a manifestar as suas preocupações. “O fato de a Anatel querer ouvir as nossas manifestações já é um bom sinal. A abertura do diálogo com a radiodifusão é fundamental”, afirmou o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slavieiro.

A reclamação das emissoras comerciais de TV encontrou apoio no ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ele chegou a dizer ontem, no Rio de Janeiro, que levaria o pleito da radiodifusão ao presidente Lula. “A Anatel parece querer copiar os Estados Unidos, o único país que destinou um pedaço desse espectro para as telecomunicações. Mas nós não somos norte-americanos”, reforçou.

Mas não são só as emissoras comerciais que estão bombardeando a proposta da Anatel. Alguns parlamentares, preocupados em assegurar mais espaço para as redes públicas de TV também querem discutir o modelo. O senador Cristóvam Buarque (PDT/DF), por exemplo, já está organizando uma audiência pública. A Anatel, por sua vez, argumenta que, ao lançar essa consulta, está cumprindo a política estabelecida pelo governo, que criou mais quatro canais públicos de TV. “Tivemos que encontrar novos espaços, e, por isso, estamos mexendo com as repetidoras de TV, instaladas nessas faixas”, afirma conselheiro da agência. Ele informa que a prioridade na alocação das freqüências é das emissoras de TV, tanto que, em todas as capitais e em 700 grandes cidades, os dez canais UHF serão ocupados exclusivamente por radiodifusores.

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