O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, detalhou um pouco mais o plano de universalização da internet que vem discutindo com a presidente Dilma. Segundo ele, este plano teria metas escalonadas para dez anos e seria lançado em “meados do ano que vem”.

Bernardo admite, no entanto, que a universalização da internet no Brasil é uma tarefa difícil e que precisará de todo apoio possível, incluindo a dos provedores regionais de serviços de telecomunicações. Para ajudar estas empresas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está avaliando a possibilidade de distribuir numeração de DDD e permitir a oferta de telefonia fixa por prestadoras regionais. “Não é telefone IP, é telefonia fixa comum, o mesmo serviço prestado pelas concessionárias”, disse Bernardo.

O ministro também salientou que as operadoras regionais podem usar consórcios para buscar financiamento para construção de redes em instituições financeiras tal como o BNDES, em modelo semelhante ao que já fazem para compra de conteúdo audiovisual para seus serviços de TV Paga, via NeoTV.

A oferta de um pacote que inclua telefone fixo, TV Paga e internet é vista pelo ministro como uma forma de apoiar o crescimento da banda larga fixa.

 

A alteração do modelo de obtenção da autorização para prestação de serviço de TV paga com a aprovação, no ano passado, da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) e a estruturação da estatal Telebras são outros dois fatores que devem impulsionar os operadores regionais de banda larga e até estimular o surgimento de novas empresas, avalia ele.